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O meio mea culpa da Globo faz pensar mais pelo que não diz do que pelo que resolveu dizer

1 de Setembro de 2013, às 23:19:43 Postado há 1 ano e 3 meses atrás



(Fonte da imagem: DoLaDoDeLá)



O noticiário do fim de semana, de resto banal e insosso, tornou-se instantaneamente histórico ao ser divulgado o editorial do jornal O Globo, das organizações Globo, admitindo que seu apoio ao golpe de 1964 teria sido de fato um erro. Mas além da importância do que diz, o tal anúncio é de fazer pensar também pelo que não diz explicitamente.


A frase desse editorial que foi seguramente a mais citada internet a fora (e repetida de algum modo por três vezes no próprio editorial), afirma que “à luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro”. O interessante, parece-me, é conjecturar o significado específico da curiosa expressão “à luz da história”. Afinal, se a história pós-golpe fosse outra não haveria então do que se arrepender?


A contextualização histórica feita ali coloca praticamente toda a responsabilidade pelo golpe na suposta radicalização crescente da época, que teria sido basicamente culpa de João Goulart. Uma visão obviamente reducionista e bastante interessada em assumir um erro do jornal (apoio ao golpe) mas criando a ideia e que a culpa por essa opção não foi exatamente do jornal, mas sim da conjuntura criada. O que equivale a assumir que foi induzido a pecar, não que pecou. Ainda, tal contextualização do editorial de sábado aponta que a interpretação do Globo à época era similar à de muitos apoiadores do golpe, qual seja, a de que o golpe seria “a única alternativa para manter no Brasil uma democracia. Os militares prometiam uma intervenção passageira, cirúrgica. Na justificativa das Forças Armadas para a sua intervenção, ultrapassado o perigo de um golpe à esquerda, o poder voltaria aos civis. Tanto que, como prometido, foram mantidas, num primeiro momento, as eleições presidenciais de 1966″.


Essa mui generosa intenção de nos livrar da ditadura comunista de fato habitava firmemente os delírios da direita brasileira, organizações Globo incluídas (às vezes ainda habita, vide comentários delirantes sobre o comunismo que estaria embutido na importação de médicos cubanos nos dias de hoje). E é tratada no mea culpa do Globo, todo o tempo, como algo justificável pelo contexto da época. O que, obviamente, não é: a correta noção de que os contextos são essenciais para entender um processo histórico não deve jamais ser confundida com a ideia cômoda de que contextos servem sempre para justificar processos históricos. Muito menos para perdoá-los pronta e candidamente, transmutando em mero erro aquilo que na verdade é uma atrocidade contra a vida pública, e que levou a toda sorte de barbáries contra vidas privadas.


No editorial de sábado, porém, o Globo vai mais longe, chegando a afirmar ao final que “os homens e as instituições que viveram 1964 são, há muito, História, e devem ser entendidos nessa perspectiva. O GLOBO não tem dúvidas de que o apoio a 1964 pareceu aos que dirigiam o jornal e viveram aquele momento a atitude certa, visando ao bem do país”. Uma demonstração de que se o mea culpa finalmente chegou, o respeito pelo leitor e pelo país, ainda não. Afinal, tentar nos convencer de que as intenções do jornal ao apoiar o golpe de 1964 eram as melhores possíveis, é daquelas coisas que nos fazem pensar por que não permaneceram em silêncio. Sem falar, é claro, nos constrangedores parágrafos em que tentam nos mostrar como, apesar de apoiar a ditadura, Roberto Marinho foi um quase herói da resistência da imprensa. Poupai-nos.


Por fim, o intrigante significado do misterioso “à luz da história” volta a chamar a atenção na parte em que o Globo diz que “o desenrolar da ‘revolução’ é conhecido. Não houve as eleições. Os militares ficaram no poder 21 anos, até saírem em 1985, com a posse de José Sarney, vice do presidente Tancredo Neves, eleito ainda pelo voto indireto, falecido antes de receber a faixa”. De fato, como é sabido, os apoiadores do golpe de 1964 foram traídos e sofreram eles mesmos aquilo que se poderia chamar (e na verdade há quem assim considere) um segundo golpe. Foi aí que os militares não devolveram o poder. Cassaram os partidos. Perseguiram até mesmo Carlos Lacerda - o golpista número um da república de 1945-64. E foi nesse momento, acima de tudo, que o Globo identificou o seu “erro” de avaliação sobre o golpe. Quando o golpe se tornou de fato uma ditadura. Quando a imprensa apoiadora do golpe foi em certa medida também traída por ele. Aí fica fácil se arrepender: o Globo (não a Globo quanto grupo, note-se) parece lamentar mais a ditadura do que o golpe em si mesmo. Mais o segundo golpe (a traição) do que o primeiro (a tirada do poder daqueles de que não gostava).


Verdade que, por um lado, o editorial de sábado termina com uma frase perfeita, motivadora de sinceras esperanças: “a democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma”. Sábio aprendizado, sem ironia alguma. Mas por outro lado, o texto deixa a impressão que o erro identificado não foi o apoio ao golpe em si mesmo - o apoio parece ter sido errado apenas por causa dos resultados que, à luz da história, sabemos que aquele episódio ensejou. Dá a impressão de que se os militares tivessem derrubado Jango mas mantido as eleições de 1966 para os anti-trabalhistas que a Globo apoiava ganharem, pelo jeito as organizações Globo não veriam nada demais. E talvez não estariam pedindo desculpas hoje.


Desculpas por um “erro” que é muito mais que isso: é verdadeiro crime. A imprensa é a primeira a debochar de quando autoridades políticas classificam crimes e obscenidades públicas como “equívoco”, “escorregão”, “erro de percurso”. O mesmo se aplica aqui. O Globo, e aliás a Globo, não erraram. A Globo e o Globo compactuaram e contribuiram com um golpe de estado. Com um golpe que queria mudar (e mudou) rumos da história pública do país. Rumos que cometiam o pecado de apontar em direções simplesmente mal vistas pela empresa de comunicação. Um golpe que criou uma ditadura violenta e opressora. O Globo chamar de erro seu apoio é tão distorcedor da verdade quanto foi ter chamado, até esse sábado, o golpe de revolução.



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Globo versus Record

18 de Julho de 2011, às 18:16:49 Postado há 3 anos e 5 meses atrás






Depois de um debate esses dias, peguei-me pensando sobre as quedas de audiência da Globo e crescimento da Record. E resolvi compartilhar com vocês, rapidinho, a minha posição sobre o tema. Esse sempre é um assunto que causa aparentes conflitos: de um lado, muitos comemoram o crescimento da emissora proto-evangélica esquecendo que ela depende de dinheiro conseguido à custa de exploração religiosa e a serviço muitas vezes de lideranças religiosas intolerantes (reparem: refiro-me aos líderes, não aos evangélicos em si). Por outro lado, muitos diminuem a importância do fim do monopólio da Globo exatamente por causa disso, mas esquecendo-se de que a própria Globo nasceu e cresceu com dinheiro muito suspeito: primeiro, conseguindo dinheiro e estrutura de um grupo internacional, o Time-Life – o que a despeito das manobras jurídicas, estava ao arrepio do que a regulamentação nacional desejava. Depois, utilizando-se de recursos e do apoio da ditadura militar – à qual retribuiu sendo uma emissora solidária.


O assunto, portanto, é aparentemente daqueles difíceis de ter lado: é fugir do ruim para abraçar o pior. Só resta escolher quem é o ruim e quem é o pior. Do ponto de vista moral e do ponto de vista da cara que queremos à comunicação de massa do país, quem escolhemos? Preferimos a emissora que passou a vida interferindo na política nacional e sempre ao lado dos poderosos, dos ditadores e dos corruptos que às vezes é obrigada a acusar? Ou preferimos aquela cujas lideranças são frequentemente incentivadoras da intolerância, da homofobia, do conservadorismo deletério e até mesmo da perseguição religiosa? Qual manipulação escolhemos: aquela da Globo nitidamente tucana ou a da Record ainda ligeira mas crescentemente lulista? Isso para não falar da dimensão técnica e de conteúdo: preferimos o padrão Globo de qualidade técnica muito superior, mas eugênica e elitista, ou as produções da Record que já há tempos lembram que a classe C existe mas ainda parecem muitas vezes toscamente produzidas?

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Copa do Mundo de 2014: não é preciso guerra santa para ser contra

30 de Junho de 2011, às 0:40:10 Postado há 3 anos e 5 meses atrás

    

"Charge" do Politicando, =P



É possível ser contra a realização da Copa de 2014 no Brasil por vários argumentos respeitáveis. E é possível criticar detalhes de como ela está sendo organizada, também através de vários argumentos respeitáveis. Os principais deles, na minha opinião, sempre ficam de fora: o modo pelo qual a população afetada pelas obras da Copa é destratada e, também, o não acesso que os pobres terão ao evento dados os preços exorbitantes que os ingressos costumam custar. Mas claro, como tudo no Brasil, as críticas sempre se reduzem à corrupção – da qual ou já se tem certeza de antemão que contaminará tudo, todos, sempre. Por definição.


Sobre essa questão, o jornalismo esportivo brasileiro em geral se divide em duas vertentes. De um lado, os paus mandados, bajuladores, que nada criticam e tentam vender a Copa como sonho de prestígio nacional (a turma da Globo, claro, é o melhor exemplo). De outro lado, há os jornalistas que resolvem fazer jornalismo e têm uma visão crítica e fiscalizadora sobre as obras da Copa no Brasil. Parabéns para esses, obviamente. Mas essa postura crítica, louvável, não é condição suficiente para que façam bom jornalismo, ainda que seja condição necessária. Digo que não é suficiente porque já se instalou entre quase todos esses jornalistas uma verdadeira guerra santa contra a Copa no Brasil - uma guerra santa verdadeiramente emburrecedora. Citarei hoje 4 exemplos de questões toscamente simplificadas para lascar críticas - como se fosse preciso inventar algo, como se a Copa de 2014 e a Fifa já não nos dessem motivos por si mesmas.

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Quatro comentários sobre Reforma “Política”

22 de Junho de 2011, às 11:57:20 Postado há 3 anos e 6 meses atrás






Caros leitores, ontem respondi a uma entrevista feita por um jornal local de Campinas sobre o tal projeto de reforma eleitoral que foi escolhido pela comiss]ao do Senado para ser apreciado. Ainda não sei como as respostas sairão, mas eu trago aqui as respostas originais, maiores, antes de serem cortadas ou editadas. Quano sair, indico a versão do jornal com o link. Grande abraço!


1- Você concorda com a alcunha “reforma política”? Por quê?
A pergunta é muito boa, porque de fato o termo está errado. É fácil perceber isso: a tal reforma de que tanto se fala é no fundo apenas reforma das regras eleitorais. Ou seja, de como se vota, como se financia campanha, etc. Mas as mazelas que a população parece enxergar no sistema político como um todo, como corrupção, mordomias dos políticos, impunidade, nada têm a ver com as regras eleitorais. Não quero com isso dizer que não se possa buscar melhorias no sistema eleitoral, mas não se pode vender gato por lebre, pintar a tal reforma como grande remédio para todos os males. Os grandes problemas que supostamente a população identifica na política brasileira, não serão afetados. Uma reforma política para o que tanto se critica nos políticos poderia, por exemplo, acabar com o foro privilegiado das autoridades públicas. Mudanças no sistema eleitoral mexerão pouco no que tanto se diz serem as grandes preocupações da população.

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Debate: comentário ao meu post sobre a aprovação do Código Florestal

13 de Junho de 2011, às 12:21:27 Postado há 3 anos e 6 meses atrás



Atualizado em 17/06/11, às 17h: minha resposta ao comentário feito pela grande amiga Mayara segue neste próprio post, logo abaixo. Grande abraço!


Caros leitores, primeiro peço desculpas pela demora. A vida profissional e pessoal está passando por uns 10 dias de turbilhão de mudanças, hehehe. Mas finalmente farei algo que estive planejando nos últimos dias. Vou publicar aqui neste post o comentário deixado pela leitora Mayara Melo no meu último post. Trata-se de um comentário grande, bem elaborado, e discordando de grande parte do que eu havia escrito. Julgo que seja útil trazer o comentário dela como um post para que outros leitores leiam, para enriquecer o debate que pretendo fazer a partir daí. Afinal, é claro que pretendo depois responder a essa ótima intervenção da Mayara, ainda não sei se em um terceiro post, se abaixo do texto dela, ou se em comentário ao texto dela. Mas enfim, pensarei nisso em seguida. E se quiserem, dêem sugestões de como posso responder. Agora, aqui vai o comentário que ela deixou:

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Um pouco de calma sobre a aprovação do novo Código Florestal

27 de Maio de 2011, às 15:28:44 Postado há 3 anos e 6 meses atrás

    

Charges do Paixão - 25/05/2011



Ontem foi aprovado na Câmara o polêmico novo Código Florestal do país. Suspeito que as notícias e a blogosfera nunca foram tão confusas, ideologizadas e manipuladoras como nesta semana: ao mesmo tempo em que se afirma que essa aprovação foi a primeira grande derrota do governo Dilma, critica-se o governo pela vergonha que é a aprovação desse código. Chega-se a falar que foi uma moeda de troca para salvar o pescoço de Palocci… Mas hein? Será que só eu fico de queixo caído com tamanha contradição de argumentos? Criticar e bradar palavras de ordem é fácil. Mas frequentemente produz esses absurdos: como Dilma pode ter sido derrotada com a aprovação e ao mesmo tempo ser culpada pela aprovação? Ou bem o governo Dilma queria o tal Código Florestal e então não sofreu derrota, ou bem sofreu derrota e portanto não pode ser culpado do Código Florestal.

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Não se sabe como Palocci enriqueceu. Mas como a imprensa empobrece, sim

19 de Maio de 2011, às 2:18:33 Postado há 3 anos e 7 meses atrás

    

Charges do Amarildo - "Patrimônio aumentou 20 vezes em 4 anos"



Antes de mais nada, é preciso registrar uma interessante nota sobre o petista Antônio Palocci, o supostamente todo poderoso ministro da Casa Civil de Dilma. Palocci é aquela rara figura histórica que consegue a façanha de não ter o apoio político sincero de ninguém. Os petistas, lulistas ou pró-Dilma, não fazem questão de salvá-lo porque o consideram quase um tucano. E os tucanos, políticos ou jornalistas, querem fritar Palocci mesmo simpatizando com ele porque, bem, seria o ministro forte de Dilma. Dito isso, não há ninguém interessado em defender o ministro. Muito menos eu, que não lhe simpatizo em nada.


Mas para fiscalizar o governo, não é preciso perder o bom senso. O mais recente assunto fervilhando na imprensa é o fato apontado pela colunista Eliane Cantanhêde, na Folha, de que o ministro Antônio Palocci teve seu patrimônio aumentado em 20 vezes desde 2006. Basicamente, desde que deixou de ser ministro da Fazenda e passou a ser deputado federal. De fato, choca a inteligência do cidadão comum, tão acostumado à vida dura e salário baixo, como se pode realizar uma tal façanha de multiplicação dos pães sem cometer algo ilícito. E portanto, começa-se a cobrar informalmente e depois em plenário do Congresso, que Palocci preste contas mais detalhadas sobre para quem teria prestado as tais consultorias de sua empresa depois de sair do governo.

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Havia um metrô no meio do caminho

15 de Maio de 2011, às 20:01:33 Postado há 3 anos e 7 meses atrás

    

Charges do Diogo Salles no Jornal da Tarde - "O maior problema de São Paulo: os paulistanos"



Na última semana, pasmem, um governo tucano de São Paulo virou alvo de uma polêmica na própria imprensa paulista! Polêmica que passou a dominar internet e twitters Brasil a fora. Trata-se do seguinte. O metrô do estado está prestes a licitar a construção de uma nova linha na cidade, a linha laranja, que já havia sido anunciada por Serra mas não iniciada. Uma das estações dessa linha, a Estação Angélica, seria localizada em um dos principais bairros grã-finos, chiques, e politicamente poderosos da capital paulista, Higienópolis. Tão poderoso que é alvo de piadas do lulista Paulo Henrique Amorim, que diz que FHC só voltaria a ganhar uma eleição ali, príncipe de Higienópolis, onde mora.


O reduto tucano, típico bairro da elite paulista tradicional (e não emergente), vem sendo representado por seu movimento de bairro para tentar impedir que o metrô construa mais essa estação na região – que já é servida por outras estações nos arredores. Os moradores chics de Higienópolis não querem uma nova estação que seja no coração do bairro. Alegam que descaracterizaria a “cultura” do local. Traria “inconvenientes”. Moradores entrevistados pela Folha chegaram a falar que metrô ali traria “gente diferenciada”, “camelôs”, “gente de fora” (dã!). Em entrevista no UOL, uma moradora chic afirmou que o metrô era importante, mas não ali porque o “povão” não estaria preparado para usar metrô (hein?). Até aí, parecem absurdos caricatos, tentando obviamente evitar que o maior movimento desvalorize seus imóveis rococó - pois se metrô normalmente valoriza, André Forastieri lembra bem que ali poderia acontecer o contrário. Mas se o abaixo assinado de 3.500 endinheirados (foi só isso mesmo) não seria notícia, acontece que o metrô do governo de São Paulo anunciou de fato a retirada daquela estação incômoda aos chics.

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Obama-Osama

2 de Maio de 2011, às 12:57:19 Postado há 3 anos e 7 meses atrás



Charges de Alpino:

Charges do Alpino - "Evidências de vida na lua de Saturno" http://colunistas.yahoo.net/posts/2603.html



É verdade. O presidente comedido, boa-praça e menos belicista (porque pacifista nos EUA acho que nem as pombas brancas são) matou o inimigo público número 1. Coisa que W. Bush, o caubói texano, sangue-nos-olhos e movido a petróleo, não conseguiu fazer. Mas e daí? Obama fez o mesmo que Bush faria, ou seja um assassinato sem captura ou julgamento, mas que se fosse seu antecessor o mundo todo estaria repudiando. Como se trata do boa-praça, que fala bem pra burro e fez um discurso primoroso, aplaudimos ou ao menos não nos indignamos (lembro do horror e das críticas ao enforcamento de Saddam Hussein por Bush filho).


Do ponto de vista prático, compreendo a ação que matou Osama. Como sabem os antigos acompanhantes deste blog, tento sempre ser o mais realista e pragmático possível. Entendo que isso fosse plausível em uma situação como a de uma batalha em uma guerra. Mas aí é que está: substituir a captura, ordem de prisão e julgamento livre com espaço para o contraditório é coisa que só se vê em duas circunstâncias. Ou em uma guerra, ou em uma ditadura. Os EUA não estão em guerra contra a Al Qaeda: para além da retórica do faroeste, não é possível declarar guerra a criminosos que se quer perseguir. Posso declarar guerra aos ladrões do trem pagador, ao estuprador do Butantã ou a um atirador como o do Realengo? Ah, mas a Al Qaeda é uma organização. Ok. E acaso formalmente o Brasil declara, além da retórica, guerra ao tráfico dos morros de modo a que não valham mais leis? Quando isso por acaso acontece, não é visto como um desvio e tido pelos ativistas de plantão como barbárie e rolo compressor sobre os direitos humanos?



Criminosos se busca, condena-se, julga-se. E pronto. A ação dos EUA, tratando de caçar e matar seus criminosos em qualquer território alheio, é ação proto-ditatorial. Que humilha o direito nacional deles, americanos, e o internacional. Que humilha a soberania dos países: imaginem se matam o Osama no Brasil? Afinal, ele foi morto no Paquistão, país com o qual os EUA não estão em guerra. O sorriso do Obama não me convence: em política externa e quanto às rédeas do mundo, ele faz apenas mais do mesmo. Mas pior do que ver esse jeito maroto poupar os EUA de críticas, é assistir a reação ensandecida dos americanos comemorando a morte de Osama com um verdadeiro Carnaval dos Donuts.



Não sou hipócrita: não estou condenando que se comemore a morte de um “inimigo”. Parece bastante natural, afinal aposto que muitos russos tomaram uma vódica à morte de Stálin, muitos europeus brindaram a de Hitler, e certamente se eu fosse crescido teria tomado uma pinga para brindar a morte Geisel, Castelo Branco, Médici, Costa e Silva ou Figueiredo. Meu desânimo é ver americanos fazendo uma ode à truculência de seu país, à incivilidade de seu governo, ao desmando de Washington sobre o mundo.



Claro, do ponto de vista da política interna, Obama dá um nocaute na oposição. O tapa de pelicas já havia dado dias atrás, ao provar sua nacionalidade americana às insanas dúvidas lançadas pelo pré-candidato republicano, Donald Trump (sim, o apresentador do programa de tv O Aprendiz, na versão gringa. Se o Justus ameaça ser candidato a presidente do Brasil, estaríamos nos chamando de república de bananas). Se isso garantirá a reeleição do democrata em 2012? Talvez, pode ser. Como em economia Republicanos e Democratas estão empatados – os primeiros por terem criado a crise, os segundos por nada terem feito quanto a ela até agora – pode ser que o midiático assassinato de Osama desempate.



Mas querem saber? A pergunta para nós do além mar importa cada vez menos. Porque a cada passo que Obama dá em direção a sua nova vitória, faz menos diferença. Yes, they can. A conclusão é triste. Por um lado, fica claro mais uma vez que os próprios americanos são sim responsáveis pelo que seu país faz com o mundo. Quando apoiam a barbárie, sem essa de que uma coisa é o governo dos EUA, outra são seu povo. E por outro lado, bem, sejamos francos: cada vitória da truculência americana é uma derrota para o mundo.




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Em 2011

8 de Janeiro de 2011, às 18:32:57 Postado há 3 anos e 11 meses atrás



Ei pessoal, desculpe o sumiço repentino de fim de ano. Estava devendo notícias a todos que me acompanham e acompanharam aqui ao longo de 2010, desde que comecei este blog quando ainda estava trabalhando em Madri.


O fim de ano, a oportunidade de férias e uma série de novidades me arrancaram daqui, ainda que tenham me mantido sempre na internet (incrível como tudo hoje nos prende online, não é mesmo?). Estou com idéias para vários textos, algumas promessas antigas de posts e também outras idéias para o blog neste ano e governos que começam, mas sinto que terei de esperar um pouco mais.

Por isso, aviso a vocês que ainda demoro um pouquinho a voltar. Continuem passando por aqui de vez em quando para conferir. E também, assim que conseguir voltar à rotina normal, estou pensando em avisar a todos aqueles que já deixaram algum comentário no blog (porque tenho seus emails). Com um email único, pequeno e impessoal, nada de spams claro! :) Quem nunca comentou mas também quiser, cadastre-se nos links da barra ao lado ou deixe algum comentário.

Qualquer troca de idéias, sugestão, opinião ou crítica ainda serão bem vindas nesse meio tempo. Por email, por comentário ou por onde mais quiserem! Grande abraço e bom começo de ano a todos nós!



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Um bom Natal para nós

24 de Dezembro de 2010, às 3:38:59 Postado há 3 anos e 12 meses atrás



No começo deste blog, enquanto estava trabalhando em um centro de pesquisas em Madrid, postava mais ou menos uma vez por semana uma música de algum musical. Os leitores mais antigos sabem, portanto, que musicais são outra das minhas paixões incomuns tal como a política :) Portanto, embora tenha parado de postar músicas aqui, acho que o Natal vale uma cena com a melhor música natalina de todas, interpretada pela primeira vez por ninguém menos que Judy Garland no musical “Agora Seremos Felizes” (Meet Me in St. Louis).


É meu modo singelo de desejar exatamente isso a todos nós: não um mero “feliz Natal” de apenas um único dia, mas sim que agora sejamos todos felizes. Grande abraço e obrigado pela compania até aqui!



Judy Garland-Have Yourself A Merry Little Christma… - MyVideo


A letra é a seguinte (levemente diferente da que foi popularizada mais tarde na voz de Frank Sinatra):

Have yourself a merry little Christmas
Let your heart be light
Next year all our troubles will be
out of sight
Have yourself a merry little Christmas
Make the yule-tide gay
Next year all our troubles will be
miles away
Once again as in olden days
Happy golden days of yore
Faithful friends who were dear to us
Will be near to us once more
Someday soon, we all will be together
If the Fates allow
Until then, we’ll have to muddle through somehow
So have yourself a merry little Christmas now.



Ela é diferente também da versão original que deixou de ser filmada porque foi considerada muito dura, mas que acho poderosíssima e vale conhecer:

Have yourself a merry little Christmas, it may be your last,
Next year we may all be living in the past
Have yourself a merry little Christmas, pop that champagne cork,
Next year we will all be living in New York.
No good times like the olden days,
Happy golden days of yore,
Faithful friends who were dear to us,
Will be near to us no more.
But at least we all will be together, if the Fates allow,
From now on we’ll have to muddle through somehow.
So have yourself a merry little Christmas now




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Ministério Dilma, parte 1: para contextualizar, é preciso abandonar a inútil idéia do fisiologismo

21 de Dezembro de 2010, às 16:51:36 Postado há 3 anos e 12 meses atrás

        

Charges do Paixão - http://www.gazetadopovo.com.br/charges/index.phtml?ch=Paix%E3o



Nesse momento em que Dilma quase termina de nomear sua equipe de governo, acho que seria interessante aproveitar os dias de férias para posts avaliando sua primeira equipe ministerial. Começo hoje contextualizando a questão: antes de quaisquer elogios ou críticas ao ministério Dilma, é necessário ressalvar os leitores e leitoras de um mito clássico de nossa política. Falo da idéia de que divisão de cargos é fisiologismo e de que nossa política é muito atrasada nesse sentido, uma troca suja de cargos por apoio. Bobagem: uma das principais áreas em que venho concentrando minha carreira tem a ver justamente com as nomeações ministeriais e, do ponto de vista comparativo, não fazemos nada de muito diferente das chamadas democracias desenvolvidas.

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Principais revelações do Wikileaks não estão nos documentos

14 de Dezembro de 2010, às 14:39:49 Postado há 4 anos atrás

        

Charges do Alpino - http://colunistas.yahoo.net/colunistas/28/index.html



O site Wikileaks, criado e encabeçado pelo australiano Julian Assange, dedica-se a organizar, armazenar e divulgar documentos secretos de países e empresas. Funciona assim: eles não roubam, encomendam ou espionam documentos ou repartições públicas ou privadas, mas apenas se limitam a receber o que terceiros porventura lhes enviem. Daí, fazem uma seleção, verificam a autenticidade dos documentos e divulgam. No fim deste ano, o Wikileaks anunciou o vazamento de mais de 251.287 documentos, a grande maioria seriam comunicações diplomáticas americanas com suas embaixadas ao redor do mundo. Desses, divulgou até agora apenas 1.344 (0,6%), mas já foram suficientes para causar a fúria de americanos e de quase todos os países aliados de Washington.


Mas a meu ver, a principal contribuição desse vazamento do Wikileaks até aqui não está em um ou outro dos documentos secretos. A principal contribuição do site foi, através da reação que causou, conseguir desmascarar em questão de dias o verniz moderno e democrata que administração Obama se esforça por ostentar. É claro que não seria de se esperar que o presidente americano ou seus secretários ficassem felizes com a atuação do Wikileaks, muito menos endossassem a publicação de documentos vazados de dentro do governo americano. Seria natural esperar reações duras, críticas severas, a velha política americana de perseguição moral a seus inimigos, a acusação judicial das pessoas que tenham vazado os documentos ao site. Contudo, o que não é natural, nem compreensível, nem aceitável, é assistir o governo Obama, apoiado pelas administrações de quase todos os países do mundo dito desenvolvido, realizar verdadeira caça a Assange e ao Wikileaks em uma postura autoritária que remete aos filmes hollywoodianos mais clichê sobre conspiração governamental.

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Partilha do Pré-Sal e os mitos do poder dos governadores e da imposição regional

3 de Dezembro de 2010, às 17:09:28 Postado há 4 anos atrás

        

Charges do Humberto http://jc3.uol.com.br/jornal/2010/12/03/can_57.php



Uma das afirmações mais míticas sobre a política brasileira é a idéia de que os governadores influenciam o comportamento dos deputados federais vindos de seus estados. Como se houvesse de fato uma “bancada mineira”, uma “bancada carioca”, etc. Dados simples mostram que a idéia é no mínimo discutível e que, na verdade, deputado federal de partido aliado ao governo do país vota com o governo e quem é oposição vota contra, independentemente do que pensem os governadores de cada estado. Ou seja, deputados seguem seus partidos, não os governadores de seus estados. Pois bem, ontem tivemos mais um exemplo claro e evidente disso na aprovação de como será a partilha dos recursos do pré-sal entre os estados do país.

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O vazamento de informações secretas nos EUA e a imprensa

1 de Dezembro de 2010, às 18:06:25 Postado há 4 anos atrás

            

No último domingo o site Wikileaks começou a publicar os mais de 250 mil documentos secretos do governo americano, em maioria comunicações enviadas por embaixadas dos EUA em outros países nos quais embaixadores passaram a servir como verdadeiros espiões. Mas no lugar de entrar nessa questão hoje, gostaria apenas de deixar duas rápidas observações que esse assunto permite no que se refere ao papel e à atuação da imprensa.

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O negócio do crime organizado são as drogas?

28 de Novembro de 2010, às 15:00:06 Postado há 4 anos atrás



Charges de Carlos Latuff - http://twitpic.com/photos/CarlosLatuff




Em entrevista recente ao portal Terra, o sociólogo Dario Sousa e Silva da UERJ retomou uma idéia que já vi discutida outras vezes, aqui e ali, mas que nunca recebe a devida atenção. O principal negócio do crime organizado não são as drogas, mas o comércio de armas. Há algum tempo compartilho dessa suspeita, e acrescentaria mais dois itens nesse comércio. O que alimenta o crime organizado do Rio é o que alimenta todo o crime organizado de todas as décadas e lugares: o comércio de armas, o comércio de poder e o comércio de “lavagem” de dinheiro.

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Três observações sobre a semana de violência no Rio

26 de Novembro de 2010, às 17:50:58 Postado há 4 anos atrás



Nesta semana o Rio de Janeiro vem sendo alvo de atentados criminosos e de reações inéditas do BOPE que, juntos, transformaram as transmissões da TV aberta em quase uma cobertura de palco de guerra. Para muitos essas tenham sido, talvez, algumas das maiores investidas do crime organizado contra a cidade. Seguidas também por algumas das maiores respostas da polícia, que conseguiu ocupar e expulsar os traficantes do estratégico morro da Vila Cruzeiro inclusive pela primeira vez utilizando-se de logística e veículos da Marinha. Mas ainda que tenhamos em conta a gravidade da situação no Rio e o ineditismo da escala desse conflito, a indignação e a condenação pública da violência não podem esconder alguns pontos que, julgo, devemos entender um pouco melhor. Hoje comentarei brevemente 3 deles.

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Fofocas sobre nomes para os ministérios de Dilma deixam de fora o essencial

22 de Novembro de 2010, às 16:52:04 Postado há 4 anos atrás

    

Charges do Paixão - http://www.gazetadopovo.com.br/charges/index.phtml?ch=Paix%E3o



Nomeações ministeriais são usadas praticamente em todas as democracias para formar maiorias parlamentares. Ou seja, troca-se cargos no Executivo por apoio no Legislativo. E não nos enganemos: mesmo nas democracias ditas desenvolvidas, muitas vezes os ministros não têm exatamente competência técnica para o cargo que ocupam. Quem cuida da área da saúde, freqüentemente não trabalha ou é formado nessa área. Quem cuida de educação, nunca foi professor ou tem relação profissional com o assunto. Daí me pergunto: é realmente importante ficar de olho tão atento em quem a presidenta eleita Dilma Rousseff irá nomear como ministros para cada cargo? Depende.

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Maioria governista no Congresso em geral apaga divisão entre poderes

18 de Novembro de 2010, às 16:32:35 Postado há 4 anos e 1 mês atrás

                

Charge de Hilde Weber, de 1967 (via Blog dos Quadrinhos: http://blogdosquadrinhos2.blog.uol.com.br/)



Um dos resultados dessas eleições nacionais de 2010 foi a forte diminuição da bancada oposicionista no Congresso e aumento da bancada governista. Já comentei esses números e alguns de seus impactos aqui no blog (para os números, ver este post). A rigor, a presidenta Dilma Rousseff contará com a mais farta maioria parlamentar que um presidente já teve na história democrática do país, chegando inclusive à maioria de três quintos necessária para alterar a Constituição. Isso abre precedente para um governo estável, para a aprovação de reformar difíceis, para a execução dos planos de governo que a presidenta venha a empenhar. Mas ao mesmo tempo, esse novo cenário abre espaço para uma dúvida, manifesta pela leitora Juliana Cunha, que é: conseguirá a oposição fiscalizar e contrapor-se eficazmente ao governo Dilma tendo ficado tão reduzida? Convenhamos que até CPIs o governo conseguirá enterrar com muita facilidade (tal como PT e PSDB fazem em estados nos quais governaram, como RS, SP e MG). Julgo que a resposta que dei à leitora em seu comentário recente merece desenvolvimento.

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O dia seguinte da oposição nacional

16 de Novembro de 2010, às 15:28:59 Postado há 4 anos e 1 mês atrás

            

Charges do Frank



Muito tem se falado sobre a necessidade das oposições no nível federal renovarem-se, mudarem de lideranças e de paradigmas, reformularem discursos. Poucas idéias, aliás, devem ser tão amplamente apoiadas na política brasileira como essa de que a oposição precisaria hoje mudar de rumo. Até mesmo antes da oficialização de José Serra como candidato do PSDB já se debatia, dentro dos partidos oposicionistas, na imprensa, e entre simpatizantes da oposição, a importância de mudanças para conseguirem confrontar o governo federal: quer fosse o governo de Lula ou o candidato a seu sucessor. Mas o problema é que, se há praticamente um grande consenso sobre a necessidade de mudanças, não resta muita clareza e tampouco concordância sobre quais seriam esses novos rumos que deveriam tomar os líderes (novos ou velhos) do bloco oposicionista que é formado principalmente por PSDB, DEM e PPS. Vejamos.

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