Visualize este site com ou sem a barra lateral.

My Favorite Playlist
Arquivo de posts na categoria:
‘Economia’

-- Mostrar texto completo dos posts

-- Mostrar apenas o começo dos posts

-- Mostrar apenas o título e a data dos posts




Partilha do Pré-Sal e os mitos do poder dos governadores e da imposição regional

3 de Dezembro de 2010, às 17:09:28 Postado há 3 anos e 11 meses atrás

        

Charges do Humberto http://jc3.uol.com.br/jornal/2010/12/03/can_57.php



Uma das afirmações mais míticas sobre a política brasileira é a idéia de que os governadores influenciam o comportamento dos deputados federais vindos de seus estados. Como se houvesse de fato uma “bancada mineira”, uma “bancada carioca”, etc. Dados simples mostram que a idéia é no mínimo discutível e que, na verdade, deputado federal de partido aliado ao governo do país vota com o governo e quem é oposição vota contra, independentemente do que pensem os governadores de cada estado. Ou seja, deputados seguem seus partidos, não os governadores de seus estados. Pois bem, ontem tivemos mais um exemplo claro e evidente disso na aprovação de como será a partilha dos recursos do pré-sal entre os estados do país.

Continue lendo o resto deste post >>>

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

12345678910 (Sem nota. Avalie!)
Loading ... Loading ...
Enviar esse post:   Post to Twitter  Mande este post por email   Imprimir    Compartilhar   |  Comentários (5)

Rapidinhas: aumento dos juros; detalhes sobre queda na desigualdade

22 de Julho de 2010, às 16:40:41 Postado há 4 anos e 4 meses atrás

            

Antes de publicar o novo texto, aqui vão duas rapidinhas, pra testar um modelo que pretendo começar a usar de vez em quando no blog para indicar um ou outro texto ou fazer comentários breves. ;)


___________________


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, aumentou ontem a taxa de juros oficial do país, chamada taxa Selic, de 10,5% ao ano para 10,75% ao ano. Tempos atrás escrevi aqui um post explicando como se usa os juros para combater a inflação e quais as polêmicas em torno dessa política. Para quem não passava por aqui ainda, acho que vale a pena a leitura. Ajudará a entender duas críticas importantes feitas hoje a esse aumento de juros e que eu gostaria de passar aqui pra recomendar a vocês: a crítica de Luis Nassif à política econômica de Lula e a crítica de José Paulo Kupfer às decisões do Banco Central.


Kupfer sugere que o BC brasileiro avaliou mal a necessidade de combate à inflação. Teria super-dimensionado a inflação dos últimos meses e a prevista, e acabou errando a mão nos juros, aumentando-os desnecessariamente. Já Nassif, embora comente rapidamente sobre isso também, centra atenção nas conseqüências desse erro sobre a taxa de câmbio do país. Ou seja, quanto e porque os juros oficiais altos levam à queda na cotação do dólar e como isso destrói as exportações e incentiva as importações. E quem leu meu post, vai entender o que o comentarista citado por Nassif quer dizer com “a redução do crescimento não é uma consequência indesejada da política econômica atual, e sim, o seu objetivo” (a despeito de se você, leitor, apóia ou condena essa idéia).


___________________


A Fundação Getúlio Vargas divulgou um estudo técnico muito interessante sobre a queda na desigualdade no Brasil neste começo de século. O trabalho tenta identificar qual o peso dos programas de transferências de renda, das aposentadorias e dos salários na queda da desigualdade, avalia quanto custa mexer em cada um desses fatores e, por fim, mostra esses dados por região, por estado, por capital. Embora técnico, o estudo não é difícil de ler, pelo contrário. Aos desocupados interessados, está aqui. :P É vinculado a esse estudo o famoso gráfico que rodou a blogosfera, mostrando a queda na porcentagem de pobreza no país:




Tags: , , , , , , , , , , , ,

12345678910 (Sem nota. Avalie!)
Loading ... Loading ...
Enviar esse post:   Post to Twitter  Mande este post por email   Imprimir    Compartilhar   |  Comentários (6)

Entendendo o reajuste de Lula à previdência e o jogo de ganhos mútuos

16 de Junho de 2010, às 13:28:43 Postado há 4 anos e 5 meses atrás

        

O presidente Lula decidiu ontem aceitar o reajuste de 7,7% para os aposentados, alteração feita pelo Congresso enviada pelo presidente e que havia sido motivo de críticas por parte do próprio governo. As críticas derivavam do argumento de que o governo já havia enviado ao Congresso proposta de reajuste bem acima do previsto inicialmente (6,14% contra 3,5%), ou seja, bastante acima da inflação e até do crescimento do PIB. E também, de que quanto maior o aumento, mais ampliaria o chamado rombo da Previdência.


Mas se o Congresso alterou o reajuste para cima e Lula não vetou, teria o presidente, então, feito demagogia como acusam diversos comentaristas como Lucia Hippólito, Kennedy Alencar e a GloboNews em peso? Teria Lula permitido um aumento no rombo da previdência para não fazer feio aos aposentados em ano eleitoral, por ficar refém dos parlamentares (capitaneados pela oposição)?

Continue lendo o resto deste post >>>

Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

12345678910 (Sem nota. Avalie!)
Loading ... Loading ...
Enviar esse post:   Post to Twitter  Mande este post por email   Imprimir    Compartilhar   |  Comentários (2)

Separando o joio do trigo na polêmica sobre os royalties do pré-sal

12 de Junho de 2010, às 13:45:09 Postado há 4 anos e 5 meses atrás

    

Muito se diz que com a Copa do Mundo, as notícias do mundo político param. Param porque a imprensa quer, pois na quinta, à véspera da abertura da Copa, foi votado no Senado o projeto que define o novo modelo de exploração para o pré-sal e as notícias foram minguadas. E olha que essa é uma das questões mais importantes das últimas décadas: embate similar ao que marcou a própria criação da Petrobrás: PSDB e DEM defendendo um regime mais aberto e internacionalizado, enquanto o governo votava um regime muito mais estatista e fechado ao capital internacional para o pré-sal do que o que vigora hoje para a exploração de petróleo normal (ou seja, o pós-sal).


Quatro são os pontos principais nesse debate: 1) como será partilhada a exploração do petróleo do pré-sal; 2) como será feita a capitalização da Petrobrás (buscar mais 60 bilhões) para poder dar conta da nova exploração; 3)como será o Fundo Social fruto dos recursos do pré-sal proposto pelo governo; 4) como será a divisão dos royalties (clique aqui para entender esse termo segundo Wikipedia) do petróleo explorado no pré-sal para estados, municípios e união: seria igual à do resto do petróleo ou diferente? Como o projeto aprovado pelo Senado alterou o original, agora voltará à Câmara para que ela dê a palavra final antes da sanção total ou dos possíveis vetos do presidente Lula. E como o ponto introduzido nessa quinta que gerou maior polêmica foi o último, a divisão regional dos royalties, começo hoje por ele. Que tal?

Continue lendo o resto deste post >>>

Tags: , , , , , ,

12345678910 (Sem nota. Avalie!)
Loading ... Loading ...
Enviar esse post:   Post to Twitter  Mande este post por email   Imprimir    Compartilhar   |  Comentários (3)

Entendendo o que é superávit primário e o mito do corte de gastos para atingi-lo

3 de Junho de 2010, às 15:42:22 Postado há 4 anos e 5 meses atrás

        

Reportagem de hoje no jornal Estadão permite começar a entrar um pouco na questão dos gastos públicos, que eu já havia abordado muito inicialmente em post antigo. Segundo a chamada da reportagem, “números mostram que superávit primário obtido nos últimos anos foi garantido pelo aumento da arrecadação e não pelo corte das despesas”.


Há muitos mitos nessa discussão. O primeiro, é achar que todo aumento de arrecadação acontece por aumento de impostos. O segundo, é pressupor que a economia feita para pagar dívida pública (que é para o que serve, na prática, o superávit primário) deva ser feita por corte de despesas e não por aumento de arrecadação. Que tal entender isso melhor?

Continue lendo o resto deste post >>>

Tags: , , , , , , , ,

12345678910 (Sem nota. Avalie!)
Loading ... Loading ...
Enviar esse post:   Post to Twitter  Mande este post por email   Imprimir    Compartilhar   |  Comentários (13)

Problemas de gestão são estruturais e democráticos: atingem a todos os partidos

25 de Maio de 2010, às 12:49:32 Postado há 4 anos e 6 meses atrás

    

Dentro do Fla-Flu contemporâneo da política nacional, entre os projetos de PT e PSDB, um dos pares de mitos que esses jogam no colo um do outro reside na questao da eficiência de gestão e planejamento. Petistas afirma que o “neoliberalismo tucano é a negação do planejamento público”, enquanto tucanos se auto-intitulam como representantes de um verdadeiro “choque de gestão”.


Mas é tudo bobagem. Projetos liberais podem fazer planejamento e o PSDB não gere melhor do que a média. Explico:

Continue lendo o resto deste post >>>

Tags: , , , ,

12345678910 (Sem nota. Avalie!)
Loading ... Loading ...
Enviar esse post:   Post to Twitter  Mande este post por email   Imprimir    Compartilhar   |  Comentários (5)

A ajuda européia à Grécia ajuda apenas os bancos europeus, tal como acontecia com o Brasil

9 de Maio de 2010, às 7:54:12 Postado há 4 anos e 6 meses atrás

        

Se economia já é um noticiário confuso, é certo que economia internacional faz boa parte dos leitores fecharem o que estão lendo. Mas vou me arriscar um breve post para ajudar você, leitor, a entender um pedacinho do problema europeu, para não se deixar enganar pelas manchetes e notícias.


A Grécia não consegue pagar suas dívidas. Esse é seu único problema hoje. As fábricas estão iguais, taxa de emprego é a mesma, poder aquisitivo não mudou. Tudo igual. O que acontece na Grécia é que o governo gastava mais do que arrecadava durante anos. Em grande parte, porque assim como no Brasil, a maior parte do orçamento grego ia para pagar juros da sua dívida antiga. E aí é bola de neve: a maior parte do que a Grécia tinha para gastar por ano ia para pagar juros da dívida a quem era dono de sua dívida. E adivinhem que era? Bancos e grandes grupos de investimento, em geral da Europa. Só que se ela gastava a maior parte do que tinha para pagar esses juros, também tinha que manter o funcionamento mínimo do país…. o que a levava a ficar no vermelho, aumentando mais ainda sua dívida. Percebe?


A única crise grega neste momento é que a coisa chegou a um ponto em que começou a ficar difícil de achar alguém para emprestar para a Grécia. E esse país também começou a não conseguir pagar juros de tantos empréstimos. Empréstimos causados por sua vez, como acabei de dizer, porque pagavam muitos juros antigamente. E daí o que faz a solidária Europa? Anuncia um plano de bilhões de euros para socorrer a Grécia. Ora, uma ova! O dinheiro não vai socorrer a Grécia ou os gregos. O dinheiro é dado ao país para que ele não pare de pagar seus credores. E sabe quais as condições foram estabelecidas para isso? Que a Grécia corte investimentos e gastos públicos para sobrar mais para pagar a dívida. Ou seja, que o país gaste menos com seu povo, piore a condição de vida de sua população para poder receber a montanha de dinheiro europeu e assim poder pagar os bancos.


A lógica é inacreditável, porque a partir daí sim, a vida dos gregos vai piorar já que o governo do país terá de fazer uma das maiores economias da história do mundo. Ou seja: não havia crise alguma, na Grécia real, até “ajudarem” o país. A crise era de falta de condição de pagamento aos bancos. Calma, leitor, eu sei bem que deixar de pagar dívidas pode causar catástrofes econômicas em cadeia: pode quebrar bancos e pode fazer com que bancos não tenham condições de emprestar para outros países, exportando a crise. Aliás, é em grande parte o que se teme acontecer agora com Espanha, Portugal, Itália e Irlanda.


Não estou propondo que a solução seria um calote da dívida grega. Quero apenas ajudar você a ficar de olhos bem abertos para as futuras notícias sobre a crise na Grécia e seus possíveis desdobramentos sobre outros países: a crise na Grécia vem de longe. E é fruto de ciclo vicioso da dívida pública, em que de tanto pagar juros, o país é obrigado a ficar no vermelho. O que leva a maior endividamento e a maiores juros no futuro, até o limite do insustentável.


O Brasil já esteve muito perto dessa armadilha, até os últimos riscos de calote no governo FHC. E portanto vale a pena começar a prestar atenção no problema da dívida pública, como eu já havia comentado aqui sobre nosso país. Afinal, crises como essa não se resolvem apenas com dinheiro internacional para não deixar os bancos sem receber e evitar que quebrem.


Passa por mudar a situação e o funcionamento do endividamento. Inclusive a renegociação dessa dívida. Isso deixa os bancos de cabelo em pé. Mas evita que os cidadãos fiquem de bolsa e barriga vazios. Obrigar um país a investir menos e a empobrecer sua população para poupa dinheiro para a dívida foi o receituário do FMI para a Grécia. Assim como fazia com o Brasil. E convenhamos: tornar mais pobre e menos desenvolvido a quem te deve uma fortuna, não é apenas cruel, como no longo prazo é estúpido.

Tags: , , , ,

12345678910 (média: 6 / votos: 2)
Loading ... Loading ...
Enviar esse post:   Post to Twitter  Mande este post por email   Imprimir    Compartilhar   |  Comentários (6)

Redução da jornada de trabalho é debate sem provas. E portanto sem fim

1 de Maio de 2010, às 19:43:34 Postado há 4 anos e 6 meses atrás

    

Hoje, no Dia do Trabalho, as principais movimentações dos trabalhadores são para conseguir a redução oficial da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais (sem mudanças no salário). Afinal, está para ser votada uma Proposta de Emenda à Constituição, a número 231, de 1995, que estipularia essa redução e também o aumento do valor das horas extra de 50 para 75% dos valores da hora normal.


Claro, não há surpresa em quem são os lados opostos: por óbvio, os principais defensores da medida são as centrais sindicais, como deixam claro CUT e também Força Sindical. E os principais críticos são as entidades patronais, ou seja, que representam os patrões, como FIESP, Ciesp e a Confederação Nacional da Indústria. E ainda que o debate sobre os prós e contras dessas medidas seja puro achismo, é importante que você conheça esses argumentos para forma opiniao, certo? Entao aproveitando o tema do feriado, vou expô-los aqui para facilitar sua vida! ;)

Continue lendo o resto deste post >>>

Tags: , , , ,

12345678910 (Sem nota. Avalie!)
Loading ... Loading ...
Enviar esse post:   Post to Twitter  Mande este post por email   Imprimir    Compartilhar   |  Comentários (0)

Você sabe como se espera que juros altos combatam a inflação?

29 de Abril de 2010, às 10:40:43 Postado há 4 anos e 6 meses atrás

    

Ontem o Banco Central (BC) aumentou a taxa de juros oficial do país, a taxa Selic, em 0,75% para combater a inflação que estaria acelerando por causa da rapidíssima retomada da economia. Que tal entender um pouco melhor essas coisas meio doidas do noticiário econômico?


Vamos lá. O primeiro ponto que se deve lembrar é que inflação não é o mesmo que “preços altos”. Inflação é “processo de aumento de preços”. Ou seja, quanto os preços estão aumentando. E via de regra, eles sempre estão aumentando, em qualquer país do mundo, a toda hora. A questão é controlar esse aumento em um patamar baixo, considerado aceitável e de preferência menor do que o aumento dos salários. Um dos modos de fazer isso é elevar os juros oficiais, o que se faz esperando que cause uma série de efeitos sobre a inflação, sobre o aumento de preços. Veja:

Continue lendo o resto deste post >>>

Tags: , , , ,

12345678910 (Sem nota. Avalie!)
Loading ... Loading ...
Enviar esse post:   Post to Twitter  Mande este post por email   Imprimir    Compartilhar   |  Comentários (16)

Cinco mitos sobre impostos e reforma tributária

16 de Abril de 2010, às 18:07:06 Postado há 4 anos e 7 meses atrás

    

Primeiro mito: o Brasil tem uma carga tributária alta demais, pô!

Não necessariamente. A comparação com EUA e Europa é estapafúrdia. E mesmo quando comparam nossa carga com a de México ou Argentina, é enviesado. Por um motivo simples: o que está em jogo é o quanto somos desiguais, não o quanto somos latino-americanos. E sendo o Brasil um dos países onde a renda é distribuída com maior desigualdade no mundo, não é absurdo cobrar imposto em nível maior do que média para corrigir isso.



Segundo mito: ah tá! Mas o Brasil não vem corrigindo essa desigualdade!

Não é isso o que a ONU e trocentos relatórios internacionais vêm dizendo sobre os anos sob governo Lula. A queda na desigualdade de renda no Brasil foi de longe a maior em décadas, se não a de todos os tempos. Mostra que a questão não é se tem mais ou menos imposto, mas o que se faz com o dinheiro.



Terceiro mito: ahá! Mas aí é que está! Não vemos para onde vai nosso dinheiro. Embora tenhamos uma caga tributária altíssima, os serviços públicos não estão à altura do que pagamos. Ou seja, podemos tranquilamente pagar menos.

Ah é, sabichão?

Continue lendo o resto deste post >>>

Tags: , , , , ,

12345678910 (média: 9.5 / votos: 2)
Loading ... Loading ...
Enviar esse post:   Post to Twitter  Mande este post por email   Imprimir    Compartilhar   |  Comentários (2)