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Apuração do 2º turno das eleições 2010

31 de Outubro de 2010, às 17:30:55 Postado há 4 anos e 1 mês atrás



Caros leitores, no segundo turno há muito menos cargos em disputa e 18 estados já nem terão sequer eleição para governador porque foram eleitos em primeiro turno. Além disso, o nível tosco da campanha nesse último mês e a saturação de todos faz com que o interesse pelas eleições hoje seja infinitamente menor do que quando, no começo de outubro, acompanhamos tudo juntos por aqui. Fora claro, o efeito do feriado. :)

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Dia de escolher entre dois Brasis

31 de Outubro de 2010, às 4:00:13 Postado há 4 anos e 1 mês atrás

            

Charges do Paixão - http://www.gazetadopovo.com.br/charges/index.phtml?foffset=14&offset=&ch=Paix%E3o




Hoje é o dia de finalmente eleger o sucessor de Lula e encerrar esse longo período de campanha, pré-campanha, pré-pré-campanha e assim vai. Confesso que além da alegria cívica e das minhas torcidas pessoais, fico particularmente feliz porque poderemos voltar a falar de política sem ser eleitoral. Ou seja, por contraditório que pareça, poderemos voltar a discutir política. ;) Eleições são divertidas para quem gosta do assunto, mas tem muita coisa importante pra voltarmos a debater juntos aqui que vai bem além das eleições: até porque cada vez mais me convenço de que não apenas os debates, entrevistas e programas eleitorais são o reino da forma e não do conteúdo, como em geral isso reflete uma tendência maior das disputas eleitorais como um todo.


Mas vejam, não quero dizer com isso que os candidatos sejam todos a mesma coisa, que sejam diferentes as embalagens mas similares seus conteúdos, ou que o conteúdo do que representam pouca diferença faz. Tolice, faz muitíssima. A escolha entre Dilma e Serra não é mera questão de estilo. Estão em jogo dois projetos muito diferentes para o país. É possível gostar mais de um ou de outro, criticar ou defender alguns de seus pontos ou mesmo os projetos inteiros. Mas creio que a única coisa que não se pode dizer depois de uma análise menos superficial é que se trata de projetos iguais. Para mim, em verdade, são inclusive bem pouco parecidos – como pretendo discutir com vocês ao longo do tempo à medida que avaliemos as questões nacionais. E refiro-me a todas as grandes áreas: tipo de política social (todos os governos têm uma, melhor ou pior), política econômica, política industrial, projeto educacional, papel do Estado, política fiscal, política externa, entre várias outras. Talvez com a única exceção da política monetária, o resto das áreas de governo será gerida de modo substancialmente diverso e atenderá a propostas substancialmente diversas a depender de quem ganhe as eleições neste belo domingo.


É certo, caro leitor, que a competência individual e a retidão moral individual do seu candidato importa, pois sem o mínimo de ambas é improvável que consiga implantar o projeto político que representa. É certo que o tamanho e a qualidade de suas alianças faz e fará toda a diferença. Mas não tenho nenhuma dúvida de que a grande questão na escolha que um país faz em um dia como o nosso de hoje é qual o projeto político quer seguir. Porque tampouco adianta a retidão moral ou a competência individuais de um candidato ou a pureza de suas alianças se tudo isso ele usar….. para construir um Brasil diferente daquele que você quer. Digo até mais: competência, retidão e alianças tem para todos os gostos, de todos os lados. A política não é o lugar da pureza e castidade, nem aqui nem na China (bem, lá muito menos). Não há santos e demônios, não é uma guerra dos castiços contra os impuros. Ninguém detém o monopólio da moral, da competência ou da verdade. Enquanto isso, projeto político sim dá para separar bem o joio do trigo. Ah, mas os candidatos mal discutiram isso ao longo das eleições, vocês podem estar querendo me perguntar.


Pois bem, é verdade. Porque como comecei dizendo, eleição é cada vez mais o reino da forma e não do conteúdo (e não só no Brasil, diga-se). Mas mesmo assim houve espaço para posicionamentos substantivos sim. Por exemplo, tanto Dilma deixou claro que defende os gastos do Estado como Serra propôs abertamente uma política econômica baseada no ajuste fiscal: corte de gastos. Há algo mais desenvolvimentista versus neoliberal do que isso? Essa mesma divergência houve no que tange a como combater crises externas: para Dilma, deve-se abrir os cofres para estimular a economia. Para Serra, segurar os gastos para ajustar as contas públicas. Sobre como enquadrar os futuros recursos trilhonários do pré-sal, Dilma defende modelo muito menos internacionalista e controlador do que Serra, fechando bem mais portas ao capital privado internacional. E veja: não há nessas observações nem críticas e nem elogios. São fatos, que seguramente um lado verá como ótimo em sua candidata e outro acharia ótimo o do seu candidato. Tudo normal, legítimo e democraticamente muito saudável. Mas obviamente oposto. Sim, temos partidos diferentes!


Claro que as eleições permitiram debater esse tipo de coisa com menos clareza e intensidade do que gostaríamos. Também pela tentativa serrista de concentrar o debate em “biografias” e da oposição de Lula nesses 8 anos ter-se apegado ao maniqueísmo da moral e dos bons costumes. Tudo normal também: é difícil enfrentar programaticamente um governo com boa imagem em níveis estratosféricos. Vai dizer que é contra o Bolsa Família? Vai defender privatizações depois do estrago que o tema fez a Alckmin em 2006? Vai discutir abertamente os cortes de gastos públicos contra a imagem santificada de Lula? Ou como controlar a exagerada valorização do Real quando a classe C e até a D finalmente conseguem comprar importados e viajar de avião? Para Dilma era fácil apresentar projeto de país: já está aí, ela vai tocar a bola pra frente. Injustíssimo dizer que ela expôs pouco seu projeto quando vivemos nele há oito anos. Para Serra, dificílimo apresentar o seu frente à beatificação do Lula ainda vivo. Portanto, injusto também cobrar dele que apresentasse o seu tal como a adversária e fosse assim ao cadafalso, colocando o próprio pescoço na guilhotina. Pedir a políticos que se suicidem eleitoralmente é um pouco de exagero ou às vezes até de cinismo, não é?


Lá no fundo, é isso que levou Serra a forçar a tecla da competência e da moral: querer tirar da mesa a discussão de projetos. Mas é claro, sua compreensível tentativa de primeiro apagar as diferenças de projetos, depois de fazer esquecê-las por alguns dias, não faz com que os dois projetos sejam iguais. Só por força de vontade. Essa tática de não contrapor o projeto Dilma-Lula somada a eleições-forma-não-conteúdo geram isso que tivemos: um período de não idéias, de sensação de vazio. Mas os dois projetos existem, para o bem ou para o mal. Goste-se de um ou outro. Xingue-se Dilma de incompetência ou Serra de vilania, o que todos tememos de verdade é o projeto que um deles representa. Não queremos a aniquilação dela ou dele, queremos um ou outro modelo de Brasil. Aqui nas terras tupiniquins tal como lá na civilizada metrópole do colonizador, vamos aprendendo a distinguir nas entrelinhas e, mais do que tudo, a sacar a despeito das campanhas o que cada lado representa. O povo é mais esperto do que julgam. E mais vivo do que parece - para os que se julgam os sabichões, ofereço a frase clássica de Tancredo: a esperteza quando é muita come o dono. Hoje saberemos qual tipo de Brasil teremos pelos quatro anos. Porque todos sabemos que é um projeto que está em jogo, não Dilma ou Serra. Boa sorte a nós todos. Que o modelo de Brasil que vença tenha sido o melhor para a história deste país!

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O tão aguardado debate final da Globo não foi nada demais, como os outros. É só mais uma emissora

30 de Outubro de 2010, às 0:10:43 Postado há 4 anos e 1 mês atrás

            

Charges do Paixão - http://www.gazetadopovo.com.br/charges/index.phtml?foffset=14&offset=&ch=Paix%E3o



Dia do tão falado, tão badalado e tão esperado debate de 2º turno na Globo. Acabou de acabar. E adivinhem só? Nada mudou. Ninguém perdeu o debate. E como venho ressalvando sempre quando toco no assunto, vencer debates não existe: ninguém ganha montanhas de votos com isso e freqüentemente os eleitores julgam que seu candidato preferido foi o que se saiu melhor. Mas é possível perder debates quando alguém é pego de surpresa em uma casca de banana deixada pelo adversário ou quando comete grandes deslizes. Bem, ninguém perdeu porque não houve nenhuma bomba, nenhuma casca de banana para Dilma ou para Serra. Nenhuma armadilha, nenhum escorregão. Além disso, ressalvo sempre também que debate eleitoral é o reino da forma, não do conteúdo: analisam-se desempenho dos candidatos, não suas propostas. Afinal, alguém acha que em respostas de 2 minutos pode-se discutir a fundo alguma idéia para o país? (veja mais sobre minhas ressalvas e análises sobre o assunto: aqui, aqui e aqui ; e também os posts sobre debates anteriores - 1ºturno: Band, UOL, RedeTv; 2ºturno: Band, RedeTV e Record).


Mas dito isso, é preciso reconhecer: o formato diferenciado que vem sendo adotado pela Globo nos debates de 2º turno desde 2002 possibilita muito mais conteúdo do que o modelo tradicional das outras emissoras. Nesse formato, inspirado no que se realiza em outros países, Dilma e Serra ficaram em pé circulando por uma arena, cercados por um conjunto de eleitores indecisos selecionados previamente e com perguntas pré-aprovadas pela edição da emissora. Alternadamente, os candidatos sorteiam qual dos eleitores ali presentes fará sua pergunta. Como já havia ficado claro nos embates em que havia interrogações feitas por jornalistas ou por internautas, também aqui a introdução de perguntas melhora muito o nível: direciona o assunto, força um pouco mais de conteúdo. E como nesse caso o evento inteiro foi assim, sem pergunta de candidato para candidato, todas vindo dos eleitores presentes no estúdio, não tenho dúvida em dizer que esse foi o encontro com mais discussão de idéias – ainda que em respostas pequenas.

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Últimas pesquisas podem nos dizer algo: 2º turno mudou pouca coisa e indecisos já não resolvem mais

27 de Outubro de 2010, às 17:46:59 Postado há 4 anos e 1 mês atrás

            

Charges do Cícero - http://ciceroart.blogspot.com/



ATUALIZADO
A apenas quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, as pesquisas de intenção de voto mostram um cenário bem parecido. No Datafolha, Dilma tem 49% contra Serra com 38%, e indecisos seriam 8%. No Sensus, 51.9% contra 36.7%, com 8.1% de indecisos. No Vox Populi, 49% contra 38%, sendo 7% de indecisos. E no Ibope da semana passada, 51% contra 40%, e 4% de indecisos. É verdade que embora possuam histórico de acerto em níveis internacionais, nossos institutos de pesquisa erraram feio suas previsões no primeiro turno. Mas creio que mesmo assim vale a pena analisar rapidamente esses números: nos ajudam a entender melhor o que esperar nos próximos dias e como as candidaturas estão se comportando. Quer ver só?

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Momento atual das campanhas e o debate do segundo turno na Record

26 de Outubro de 2010, às 14:23:20 Postado há 4 anos e 1 mês atrás

                    

Charges do Paixão - http://www.gazetadopovo.com.br/charges/index.phtml?foffset=14&offset=&ch=Paix%E3o



O debate entre Dilma Rousseff e José Serra ontem, na Record, seguramente não mudará as intenções de voto de ninguém. Primeiro, porque como sempre ressalvo, debates não têm vencedores: cada eleitor tende a achar que seu candidato preferido venceu. Mas podem ter perdedores no caso de um dos candidatos ir muito mal, deslizar feio, cometer gafes. Segundo, porque com respostas de 2 minutos não se avalia conteúdo, mas apenas a forma: o desempenho em um evento ao vivo. Terceiro, porque os debates seguem as audiências de suas emissoras e o de ontem começou no inacreditável horário das 23 horas (veja mais sobre essas ressalvas aqui, aqui e aqui e sobre os debates anteriores: 1ºturno: Band, UOL, RedeTv; 2ºturno: Band, RedeTV). Ou seja, o debate de ontem feito para ninguém assistir e apenas para que Dilma e Serra gerassem imagens para suas propagandas (o que de fato, aliás, aconteceu). Mas um debate que representa muito bem o momento atual das duas campanhas bem como os caminhos que seguirão.

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Sobre Serra, radicalizações e bolinha de papel

21 de Outubro de 2010, às 20:22:39 Postado há 4 anos e 2 meses atrás

        

Charges do Amarildo - http://amarildocharge.wordpress.com/



Juro que gostaria de entrar com mais atenção nos aspectos gerais das campanhas de Dilma e de Serra. Mas as conversas e pedidos me obrigam a tratar do mais recente acontecimento da semana: o episódio em que o candidato José Serra teria sido alvo de agressão por parte de manifestantes petistas em uma caminhada organizada por sua campanha. Houve um tumulto, empurra-empurra entre militantes petistas que também estavam fazendo movimento nas ruas e os militantes tucanos que acompanhavam Serra. No meio disso, alguém atirou um objeto na cabeça do candidato, que chegou a ir ao hospital e cancelou a agenda de campanha do dia.


A notícia desse ocorrido foi ao ar ontem no Jornal Nacional com tom de uma denúncia de atentado à liberdade de se fazer campanha. Inúmeros comentaristas, como Lúcia Hippólito, fizeram críticas duríssimas à violência sofrida por José Serra. O candidato, obviamente, explorou o episódio no seu programa eleitoral da tarde de hoje. Mas ao mesmo tempo, a notícia foi dada já ontem no SBT com alguns detalhes extra: suas imagens de vídeo mostravam que Serra havia sido atingido por uma bolinha de papel. Que o atingiu e ricocheteou, levemente como uma bola de papel. O tucano não se demoveu, não deu nem conta e continuou normal pelos próximos mais de vinte minutos até que, após receber um telefonema, levou a mão à cabeça e anunciou o mal estar que o fez ir até o hospital. Em sua defesa, agora à noite a candidatura Serra afirma que o candidato foi atingido por dois objetos, um sendo a bolinha e outro mais pesado. O que mesmo alguns aliados presentes tendo dito que não viram acontecer, há indícios de que seja verdade, segundo reportagem do IG.

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Atualização: todos comentários respondidos nos últimos posts.

19 de Outubro de 2010, às 20:27:43 Postado há 4 anos e 2 meses atrás



Caros, só para avisar que consegui responder a todos os comentários que ainda estavam sem resposta nos últimos 4 posts (e em um ou dois posts antigos). Uma resposta ainda está pendente para Múcio Lacerda, mas porque julgo precisar de mais tempo para fazê-la adequadamente. Estou conseguindo voltar à normalidade (agora que está entregue meu projeto de doutorado, ufa) e amanhã recomeço a produizr aqui. Talvez com um breve comentário sobre as entrevistas de Dilma e Serra ao JN ontem e hoje, ou talvez mais diretamente sobre as campanhas, como bem solicitou a leitora Liliana. Grande abraço!

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Debate presidencial RedeTV/Folha no 2º turno foi empate de várzea

18 de Outubro de 2010, às 17:32:21 Postado há 4 anos e 2 meses atrás

            




Ontem foi dia do segundo debate eleitoral entre Dilma e Serra neste segundo turno, o debate RedeTv/Folha. Recomendo sempre ler minhas ressalvas sobre o que podemos ou não esperar de debates (aqui, aqui e aqui) e também as análises que fiz dos debates anteriores (1ºturno: Band, UOL, RedeTv/Folha, Globo; 2ºturno: Band). O principal ponto é que debates só servem para analisar a forma (desempenho), não o conteúdo dos candidatos (propostas de governo em si mesmas). E em segundo, ninguém vence debates: primeiro porque as audiências seguem as emissoras e a RedeTv não e boa de audiência: o debate ontem teve em média 4 pontos de Ibope. Segundo, porque eleitores já assistem aos debates com seus candidatos escolhidos e sempre acham que os seus preferidos venceram. A única coisa possível é que alguém escorregue muito feio, faça um papelão e assim perca votos. Será que algo assim ocorreu ontem?

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Leitor usa “nuvens de palavras” para comparar meu post com o do Reinaldo Azevedo

13 de Outubro de 2010, às 20:46:07 Postado há 4 anos e 2 meses atrás



Através do meu Twitter fiquei sabendo que um leitor do blog, o estatístico Fabrício Tavares, utilizou meu último post sobre o debate de domingo na Band para fazer uma comparação com o do Reinaldo Azevedo, blogueiro famoso da Veja.


O leitor meu xará utilizou uma ferramenta estatística, o ManyEyes, para comparar as palavras e termos mais utilizados por cada um dos textos. Para isso, o programinha gera para cada texto uma nuvem de palavras, ou seja, uma “representação visual das palavras que conformam um texto, onde o tamanho da fonte é maior para as palavras que aparecem com mais frequência” (definição do Wikilingue). Por curiosidade e também porque fiquei feliz de ser alvo de comparação, hehe, publico aqui as imagens geradas:

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O duro primeiro debate entre Dilma e Serra no 2º turno, na TV Band

11 de Outubro de 2010, às 13:24:09 Postado há 4 anos e 2 meses atrás

            

Charges do Paixão - http://www.gazetadopovo.com.br/charges/index.phtml?ch=Paix%E3o



Ontem na TV Bandeirantes foi ao ar o primeiro debate entre os candidatos à presidência no 2º turno, e creio que desta vez vale a pena um comentário um pouco mais extenso sobre o evento. Mas antes de falar de debates, sempre faço algumas ressalvas, como vocês podem ver em alguns textos sobre o tema (aqui, aqui e aqui) e nas análises sobre debates do primeiro turno (da Band, da Folha/UOL, da RedeTV! e da Globo). Lembro sempre que em debates eleitorais, analisa-se a forma e não o conteúdo. O desempenho dos candidatos e não suas idéias – ou alguém realmente acha que respostas de 2 minutos conseguem esclarecer alguma coisa? É verdade, porém, que debates de 2º turno são melhores nesse sentido: como só há dois candidatos se confrontando, é possível um pouquinho mais de conteúdo. Mas nada demais também, já que o contato direto aumenta a troca de farpas. É necessário lembrar também que ninguém “vence” debates: a história eleitoral mostra que esses eventos não dão votos aos candidatos com bons desempenhos – até porque em geral cada eleitor acha que seu candidato preferido venceu. Por outro lado, é possível perder debates: desempenhos ruins ou desastrados podem tirar votos ou prejudicar imagens.


Pois bem. Nessa noite de domingo, tanto Dilma Rousseff quanto José Serra realizaram um dos debates presidenciais mais duros dos últimos muitos que assisti ao longo dos anos. Se os comentaristas de política reclamavam que os debates vinham sendo “mornos” – o que em geral significa que queriam ver sangue – dessa vez pode-se dizer que foi bastante “quente”. E se normalmente quem está atrás nas pesquisas bate e quem está na frente faz cara de paisagem, desta feita essa regra do marketing político não foi respeitada. Serra bateu, mas Dilma bateu também e foi até mais dura. Não é difícil entender por que: não se trata de a candidatura petista, temendo um crescimento do oposicionista nas pesquisas de intenção de voto, já ter começado agora a questioná-lo e a apontar suas fragilidades. Como se saísse da defensiva e também passasse a atacar por medo da derrota. Essa é uma leitura muito simplória (e freqüentemente torcedora) do que aconteceu ontem.

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Religião no 2º turno: pragmatismo não vê partido

10 de Outubro de 2010, às 11:14:51 Postado há 4 anos e 2 meses atrás

            

Charges do Benett - http://chargesdobenett.zip.net/



Recordo-me de que a crítica mais comum feita ao governo Lula e ao novo PT que deixou de ser oposição vem sendo a crítica ao seu pragmatismo. Em nome de ganhar eleições – e depois da governabilidade - os petistas liderados por Lula teriam caminhado da esquerda política rumo ao centro. Tornado-se mais conservadores. Feito alianças com deus e o mundo e, claro, aberto mão de seu rigor moral e ético de outrora. Até certo ponto, tudo verdade e tudo normal: a política é o mundo do pragmatismo por excelência. E não porque nela “os fins justifiquem os meios”, frase erroneamente creditada a Maquiavel, o maior pensador da prática política de todos os tempos. Mas sim porque, na esteira do que realmente disse Maquiavel, há apenas um fim que justifica os meios: conseguir implantar o governo que se acha necessário. Dito de outro modo, quem não ganha e/ou não consegue governar, não está fazendo bem público muito maior do que quem ganha e governa sendo pragmático. A crítica de quem está fora do poder é essencial, mas governar e mudar a vida das pessoas é um bem insubstituível: porque se as convicções importam, por outro lado será apenas pelos resultados que serão julgados os governantes.


Nesse sentido, é perfeitamente normal e aceitável o cenário imprevisto e algo chocante que vem se desenhando no início deste segundo turno: a briga pelo voto religioso, o travestimento falso e teatral de Serra e Dilma à crítica ao aborto, a uma religiosidade que jamais tiveram, professaram ou defenderam. Uma vez que muito se vem dizendo que o desempenho eleitoral de Dilma Rousseff no primeiro turno teria sido abaixo do previsto por causa de tabus religiosos como o aborto (do que tenho dúvidas, mas deixo isso para outro dia), é normalíssimo no mundo do pragmatismo que Dilma passe a falar em deus, em “graça” e a dizer que defende a vida. Normalíssimo que Serra passe a mostrar mulheres grávidas em seu programa eleitoral e tome para si a defesa conservadora da ética religiosa contra a figura da petista malvada “matadora de criancinhas” (expressão que a mulher de Serra chegou a dizer com todas as letras já no começo do primeiro turno). Até aí, vá lá. Afinal, seria muito mais nobre do que essa falsidade o ato de assumir posturas e defender o aborto, o casamento gay e a eutanásia mesmo que isso tudo levasse à derrota nas urnas e, portanto, à total impossibilidade de fazer avançar essas mesmas questões?

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Aviso: respostas aos comentários atualizadas

8 de Outubro de 2010, às 16:56:22 Postado há 4 anos e 2 meses atrás



Hey pessoal, só um aviso rápido: consegui finalmente responder aos vários comentários acumulados desde sexta-passada. Nos últimos posts e nos antigos que recebem comentários.


Como sabem, minha política é a de responder literalmente a todos os comentaristas. Mas estive em duas semanas difíceis e daí a demora (inclusive com os posts novos). Mas agora creio que conseguir responder tudinho! Outra vez, peço desculpas e espero que isso não tenha impedido os incríveis debates que vêm surgindo aqui nas sessões de comentários dos posts. Se por distração acabei deixando alguém sem resposta, por favor puxem a minha orelha que eu vou lá e respondo na horinha, okok?


Aproveito para agradecer muito aos visitantes deste blog e aos sites e blogueiros que vêm me linkando, acompanhando e sugerindo. Venho tendo acesssos muuuuito crescentes. Fico honrado com a confiança de todos e espero continuar um bom trabalho por aqui. Como já sabem, estou sempre à disposição para conversas, perguntas, dúvidas, sugestões e por favor, críticas! Críticas também! Grande abraço. ;)

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O segundo turno não é fruto dos faltosos, brancos ou nulos do Nordeste

5 de Outubro de 2010, às 23:01:50 Postado há 4 anos e 2 meses atrás

        

Há uma série de avaliações a serem feitas sobre os diversos resultados eleitorais desse primeio turno, especialmente sobre o resultado da votação para presidente. Pretendia entrar nisso hoje mas além de ter ficado sobre-atarefado (motivo pelo qual ainda não consegui responder aos comentários que vocês vêm deixando aqui desde 6ª, mas responderei um por um), além disso me senti instigado a entrar com mais detalhe em uma hipótese que vem surgindo recorrentemente para muitos eleitores, comentaristas, blogueiros. Trata-se da idéia de que um fator de grande responsabilidade por Dilma Rousseff ter apresentado votação bastante abaixo do previsto até pela pesquisa do Ibope feita na boca de urna, teria sido a alta taxa de nordestinos que votaram em branco ou nulo ou, pior, que não foram votar.


Essa percepção vem de longe: era a raiz da preocupação que levou o PT a contestar no Supremo Tribunal Federal, na semana passada, a exigência de 2 documentos para o ato de ir votar, tal como expliquei aqui. E de fato, esse tema vem permeando muitas dúvidas sobre o resultado de domingo: em geral como algo vago e pouco explicitado, mas como bem lembrou o leitor Paulo nos comentários, agora até o instituto Sensus defende essa hipótese oficialmente. De fato, como se pode ver na tabela abaixo, essas taxas foram bastante mais altas no Nordeste do que nas outras regiões do país, e de fato ali é onde Dilma teve de longe seu mais forte apoio eleitoral (para os detalhes de todos os estados, consultar meu post anterior). Mas para sabermos se isso fez realmente diferença, seria necessário fazer a seguinte pergunta: e se o Nordeste tivesse demonstrado as mesmas taxas de abstenção e de votos nulos/brancos do resto do país?

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Resultados e bancadas eleitas nas eleições de hoje

4 de Outubro de 2010, às 0:48:36 Postado há 4 anos e 2 meses atrás

    


Neste post vou publicar os resultados finais das eleições de hoje, para vários cargos. Como ainda faltam poucas urnas para serem apuradas (99,75% já prontas), pode haver uma ou outra alteração nos deputados federais eleitos. Especialmente, pode haver alguma alteração porque o TSE pode atualizar as informações oficiais de seus bancos de dados que poderiam estar defasadas quando consultei. Mas a rigor, já podemos saber os resultados com bastante precisão antes mesmo do TSE e da maioria dos portais divulgarem a consolidação final dos resultados. :D À medida que minhas tabelas forem ficando prontas, vou acrescentando resultados à medida que eu calcule, portanto este post sofrerá atualizações. Inclusive, claro, para fazer possíveis alterações que venham a ser necessárias. Vamos lá!


UPDATE: Fiz hoje as últimas atualizações nos dados, consolidando com os dados finais do TSE. Houve pequenas correções, como previ: de 3 deputados e de 3 senadores.

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Acompanhando a apuração do 1º turno das Eleições 2010

3 de Outubro de 2010, às 16:42:18 Postado há 4 anos e 2 meses atrás

    

Charges do Aroeira - http://odia.terra.com.br/especial/rio/aroeira/index.htm



Olá leitor@s! Tentando inaugurar aqui no blog um novo tipo de ferramenta para acompanhar a apuração das urnas neste primeiro turno :) Como estarei o dia todo online acompanhando o processo, resolvi abrir este post para que eu possa ir atualizando informações a toda hora.
Repassarei links, notícias e comentários que encontrar pela internet. E também, farei meus próprios comentários. Isso será feito na janelinha abaixo, onde o que eu digitar será atualizado em tempo real. O legal disso, também, é que se de repente algum de vocês quiser perguntar alguma coisa ou trazer informações, também será possível porque funciona como um bate-papo.

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Movimentos finais das pesquisas e as chances de 2º turno

3 de Outubro de 2010, às 1:34:04 Postado há 4 anos e 2 meses atrás

                

Charges do Paixão - http://www.gazetadopovo.com.br/charges/index.phtml?ch=Paix%E3o




Caros, algumas palavras rápidas sobre a situação da eleição presidencial na reta final da campanha. Os últimos Datafolha e Ibope, divulgados agora no sábado de noite, apontam situação próxima de haver sim segundo turno. Para olharem as pesquisas em perspectiva, observem a série histórica de todas as pesquisas, aqui mesmo no blog. É possível perceber que nos últimos dias Dilma Rousseff perdeu cerca de 2 pontos percentuais de intenção de voto, especialmente no Ibope e, dias atrás, no Datafolha. Mas é interessante notar que, no geral, a queda foi dentro da margem de erro e, se considerarmos a grande vantagem de Dilma, isso por si só teria sido marginal.

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Quantos candidatos cada partido terá para cada cargo nas eleições de amanhã?

2 de Outubro de 2010, às 20:04:35 Postado há 4 anos e 2 meses atrás

    

Pessoal, aqui vai um post apenas com alguns dados que andei coletando. Montei um banco de dados com todos os candidatos que disputarão as eleições amanhã, em todos os cargos, em todos os estados, para eu trabalhar sobre as eleições nas minhas pesquisas. Ah, e já adianto: virão mais posts entre hoje e amanhã sobre as eleições. E amahã, pretendo ficar online o dia todo acompanhando a apuração e talvez online aqui no blog comentando, vamos ver! Confirmo isso já já!


Para quem interessar, mostro aqui o número de candidatos que cada partido lançou no todo do país (quem quiser dado específico para algum estado, é só pedir nos comentários) para os cargos de Deputado Federal, Senador, Governador, Vice-Governador e Deputado Estadual:

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Sobre o tão esperado debate dos candidatos à presidência na Rede Globo

1 de Outubro de 2010, às 2:12:37 Postado há 4 anos e 2 meses atrás



Charges do Amarildo - http://amarildocharge.wordpress.com/



Acabou agora pouco, na Globo, o último debate entre os candidatos à presidência antes de irmos às urnas no domingo. Antes de comentá-lo, porém, cabe sempre refazer algumas das ressalvas que venho apontando sobre os debates em geral aqui, aqui e aqui, e também nos comentários que fiz sobre os debates da Band, da Folha/UOL e da RedeTV!. Antes de tudo, esses eventos não têm a importância que normalmente se alega. Em primeiro lugar, em debates avalia-se apenas a forma com a qual os candidatos se apresentam, seu desempenho, não o conteúdo: não consigo acreditar que alguém realmente ache que em respostas de 2 minutos qualquer pessoa consiga exprimir uma idéia sequer, falar de alguma proposta ou responder a algum questionamento sério. Em segundo, debates não têm vencedores: normalmente ninguém ganha votos com debates. Mas pode ter perdedores: grandes deslizes, denúncias sem resposta, tropeço monumentais podem prejudicar a votação dos candidatos. No geral, porém, não alteram grande coisa. Fora isso, a audiência dos debates apenas segue mais ou menos a audiência usual da emissora em que são transmitidos: debate é só mais um programa quase que de entretenimento.


Exatamente por isso, diversos comentadores e colunistas aguardavam com ansiedade o tal debate da Globo, porque teria mais audiência. Lauro Jardim, da Veja, fornece em seu blog um exemplo ilustrativo, ao dizer: “Uma pesquisa nacional coordenada por Antonio Lavareda feita nos últimos dias constatou que 35% dos ouvidos disseram que assistirão ao debate da Globo hoje à noite. Outros 25% responderam que “talvez” assistam. Ou seja, este é o debate. Qualquer erro pode ser fatal. Qualquer atuação de destaque pode dar uns milhões de votos a mais”. É evidente que esse tipo de comentário, feito a toda hora, é pura torcida e não análise. Nem digo isso pelo fato de Lauro Jardim omitir que o cientista político Antonio Lavareda, que ele cita, é não apenas ligado ao PSDB, como coordena as pesquisas de campanha do partido desde sempre. Digo, antes, porque qualquer analista sabe que debates não têm esse impacto todo. Se já não é verdade que qualquer erro pode ser fatal mesmo no tal debate da Globo, ainda menos verdade é dizer que atuações de destaque poderiam dar milhões de votos. Um absurdo sem tamanho. Que não apenas desconhece tudo o que já se sabe sobre comportamento eleitoral no Brasil, como além disso parte do princípio equivocado de que o eleitor brasileiro é desinteressado e/ou ignorante ao ponto de formar sua decisão 3 dias antes de ir às urnas. Que isso não funciona assim, todos os pesquisadores, políticos e marqueteiros sabem.

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