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Um pouco de calma sobre a aprovação do novo Código Florestal

27 de Maio de 2011, às 15:28:44 Postado há 3 anos e 6 meses atrás

    

Charges do Paixão - 25/05/2011



Ontem foi aprovado na Câmara o polêmico novo Código Florestal do país. Suspeito que as notícias e a blogosfera nunca foram tão confusas, ideologizadas e manipuladoras como nesta semana: ao mesmo tempo em que se afirma que essa aprovação foi a primeira grande derrota do governo Dilma, critica-se o governo pela vergonha que é a aprovação desse código. Chega-se a falar que foi uma moeda de troca para salvar o pescoço de Palocci… Mas hein? Será que só eu fico de queixo caído com tamanha contradição de argumentos? Criticar e bradar palavras de ordem é fácil. Mas frequentemente produz esses absurdos: como Dilma pode ter sido derrotada com a aprovação e ao mesmo tempo ser culpada pela aprovação? Ou bem o governo Dilma queria o tal Código Florestal e então não sofreu derrota, ou bem sofreu derrota e portanto não pode ser culpado do Código Florestal.

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Não se sabe como Palocci enriqueceu. Mas como a imprensa empobrece, sim

19 de Maio de 2011, às 2:18:33 Postado há 3 anos e 6 meses atrás

    

Charges do Amarildo - "Patrimônio aumentou 20 vezes em 4 anos"



Antes de mais nada, é preciso registrar uma interessante nota sobre o petista Antônio Palocci, o supostamente todo poderoso ministro da Casa Civil de Dilma. Palocci é aquela rara figura histórica que consegue a façanha de não ter o apoio político sincero de ninguém. Os petistas, lulistas ou pró-Dilma, não fazem questão de salvá-lo porque o consideram quase um tucano. E os tucanos, políticos ou jornalistas, querem fritar Palocci mesmo simpatizando com ele porque, bem, seria o ministro forte de Dilma. Dito isso, não há ninguém interessado em defender o ministro. Muito menos eu, que não lhe simpatizo em nada.


Mas para fiscalizar o governo, não é preciso perder o bom senso. O mais recente assunto fervilhando na imprensa é o fato apontado pela colunista Eliane Cantanhêde, na Folha, de que o ministro Antônio Palocci teve seu patrimônio aumentado em 20 vezes desde 2006. Basicamente, desde que deixou de ser ministro da Fazenda e passou a ser deputado federal. De fato, choca a inteligência do cidadão comum, tão acostumado à vida dura e salário baixo, como se pode realizar uma tal façanha de multiplicação dos pães sem cometer algo ilícito. E portanto, começa-se a cobrar informalmente e depois em plenário do Congresso, que Palocci preste contas mais detalhadas sobre para quem teria prestado as tais consultorias de sua empresa depois de sair do governo.

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Havia um metrô no meio do caminho

15 de Maio de 2011, às 20:01:33 Postado há 3 anos e 6 meses atrás

    

Charges do Diogo Salles no Jornal da Tarde - "O maior problema de São Paulo: os paulistanos"



Na última semana, pasmem, um governo tucano de São Paulo virou alvo de uma polêmica na própria imprensa paulista! Polêmica que passou a dominar internet e twitters Brasil a fora. Trata-se do seguinte. O metrô do estado está prestes a licitar a construção de uma nova linha na cidade, a linha laranja, que já havia sido anunciada por Serra mas não iniciada. Uma das estações dessa linha, a Estação Angélica, seria localizada em um dos principais bairros grã-finos, chiques, e politicamente poderosos da capital paulista, Higienópolis. Tão poderoso que é alvo de piadas do lulista Paulo Henrique Amorim, que diz que FHC só voltaria a ganhar uma eleição ali, príncipe de Higienópolis, onde mora.


O reduto tucano, típico bairro da elite paulista tradicional (e não emergente), vem sendo representado por seu movimento de bairro para tentar impedir que o metrô construa mais essa estação na região – que já é servida por outras estações nos arredores. Os moradores chics de Higienópolis não querem uma nova estação que seja no coração do bairro. Alegam que descaracterizaria a “cultura” do local. Traria “inconvenientes”. Moradores entrevistados pela Folha chegaram a falar que metrô ali traria “gente diferenciada”, “camelôs”, “gente de fora” (dã!). Em entrevista no UOL, uma moradora chic afirmou que o metrô era importante, mas não ali porque o “povão” não estaria preparado para usar metrô (hein?). Até aí, parecem absurdos caricatos, tentando obviamente evitar que o maior movimento desvalorize seus imóveis rococó - pois se metrô normalmente valoriza, André Forastieri lembra bem que ali poderia acontecer o contrário. Mas se o abaixo assinado de 3.500 endinheirados (foi só isso mesmo) não seria notícia, acontece que o metrô do governo de São Paulo anunciou de fato a retirada daquela estação incômoda aos chics.

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Obama-Osama

2 de Maio de 2011, às 12:57:19 Postado há 3 anos e 7 meses atrás



Charges de Alpino:

Charges do Alpino - "Evidências de vida na lua de Saturno" http://colunistas.yahoo.net/posts/2603.html



É verdade. O presidente comedido, boa-praça e menos belicista (porque pacifista nos EUA acho que nem as pombas brancas são) matou o inimigo público número 1. Coisa que W. Bush, o caubói texano, sangue-nos-olhos e movido a petróleo, não conseguiu fazer. Mas e daí? Obama fez o mesmo que Bush faria, ou seja um assassinato sem captura ou julgamento, mas que se fosse seu antecessor o mundo todo estaria repudiando. Como se trata do boa-praça, que fala bem pra burro e fez um discurso primoroso, aplaudimos ou ao menos não nos indignamos (lembro do horror e das críticas ao enforcamento de Saddam Hussein por Bush filho).


Do ponto de vista prático, compreendo a ação que matou Osama. Como sabem os antigos acompanhantes deste blog, tento sempre ser o mais realista e pragmático possível. Entendo que isso fosse plausível em uma situação como a de uma batalha em uma guerra. Mas aí é que está: substituir a captura, ordem de prisão e julgamento livre com espaço para o contraditório é coisa que só se vê em duas circunstâncias. Ou em uma guerra, ou em uma ditadura. Os EUA não estão em guerra contra a Al Qaeda: para além da retórica do faroeste, não é possível declarar guerra a criminosos que se quer perseguir. Posso declarar guerra aos ladrões do trem pagador, ao estuprador do Butantã ou a um atirador como o do Realengo? Ah, mas a Al Qaeda é uma organização. Ok. E acaso formalmente o Brasil declara, além da retórica, guerra ao tráfico dos morros de modo a que não valham mais leis? Quando isso por acaso acontece, não é visto como um desvio e tido pelos ativistas de plantão como barbárie e rolo compressor sobre os direitos humanos?



Criminosos se busca, condena-se, julga-se. E pronto. A ação dos EUA, tratando de caçar e matar seus criminosos em qualquer território alheio, é ação proto-ditatorial. Que humilha o direito nacional deles, americanos, e o internacional. Que humilha a soberania dos países: imaginem se matam o Osama no Brasil? Afinal, ele foi morto no Paquistão, país com o qual os EUA não estão em guerra. O sorriso do Obama não me convence: em política externa e quanto às rédeas do mundo, ele faz apenas mais do mesmo. Mas pior do que ver esse jeito maroto poupar os EUA de críticas, é assistir a reação ensandecida dos americanos comemorando a morte de Osama com um verdadeiro Carnaval dos Donuts.



Não sou hipócrita: não estou condenando que se comemore a morte de um “inimigo”. Parece bastante natural, afinal aposto que muitos russos tomaram uma vódica à morte de Stálin, muitos europeus brindaram a de Hitler, e certamente se eu fosse crescido teria tomado uma pinga para brindar a morte Geisel, Castelo Branco, Médici, Costa e Silva ou Figueiredo. Meu desânimo é ver americanos fazendo uma ode à truculência de seu país, à incivilidade de seu governo, ao desmando de Washington sobre o mundo.



Claro, do ponto de vista da política interna, Obama dá um nocaute na oposição. O tapa de pelicas já havia dado dias atrás, ao provar sua nacionalidade americana às insanas dúvidas lançadas pelo pré-candidato republicano, Donald Trump (sim, o apresentador do programa de tv O Aprendiz, na versão gringa. Se o Justus ameaça ser candidato a presidente do Brasil, estaríamos nos chamando de república de bananas). Se isso garantirá a reeleição do democrata em 2012? Talvez, pode ser. Como em economia Republicanos e Democratas estão empatados – os primeiros por terem criado a crise, os segundos por nada terem feito quanto a ela até agora – pode ser que o midiático assassinato de Osama desempate.



Mas querem saber? A pergunta para nós do além mar importa cada vez menos. Porque a cada passo que Obama dá em direção a sua nova vitória, faz menos diferença. Yes, they can. A conclusão é triste. Por um lado, fica claro mais uma vez que os próprios americanos são sim responsáveis pelo que seu país faz com o mundo. Quando apoiam a barbárie, sem essa de que uma coisa é o governo dos EUA, outra são seu povo. E por outro lado, bem, sejamos francos: cada vitória da truculência americana é uma derrota para o mundo.


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