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O segundo turno não é fruto dos faltosos, brancos ou nulos do Nordeste

5 de Outubro de 2010, às 23:01:50 Postado há 4 anos atrás

        

Há uma série de avaliações a serem feitas sobre os diversos resultados eleitorais desse primeio turno, especialmente sobre o resultado da votação para presidente. Pretendia entrar nisso hoje mas além de ter ficado sobre-atarefado (motivo pelo qual ainda não consegui responder aos comentários que vocês vêm deixando aqui desde 6ª, mas responderei um por um), além disso me senti instigado a entrar com mais detalhe em uma hipótese que vem surgindo recorrentemente para muitos eleitores, comentaristas, blogueiros. Trata-se da idéia de que um fator de grande responsabilidade por Dilma Rousseff ter apresentado votação bastante abaixo do previsto até pela pesquisa do Ibope feita na boca de urna, teria sido a alta taxa de nordestinos que votaram em branco ou nulo ou, pior, que não foram votar.


Essa percepção vem de longe: era a raiz da preocupação que levou o PT a contestar no Supremo Tribunal Federal, na semana passada, a exigência de 2 documentos para o ato de ir votar, tal como expliquei aqui. E de fato, esse tema vem permeando muitas dúvidas sobre o resultado de domingo: em geral como algo vago e pouco explicitado, mas como bem lembrou o leitor Paulo nos comentários, agora até o instituto Sensus defende essa hipótese oficialmente. De fato, como se pode ver na tabela abaixo, essas taxas foram bastante mais altas no Nordeste do que nas outras regiões do país, e de fato ali é onde Dilma teve de longe seu mais forte apoio eleitoral (para os detalhes de todos os estados, consultar meu post anterior). Mas para sabermos se isso fez realmente diferença, seria necessário fazer a seguinte pergunta: e se o Nordeste tivesse demonstrado as mesmas taxas de abstenção e de votos nulos/brancos do resto do país?






A sugestão do homem forte do instituto Sensus é que, com isso, o resultado ficaria próximo ao do conseguido pela pesquisa Ibope feita na boca de urna (com eleitores que acabavam de votar): Dilma com 51%, eleita no primeiro turno. Pois bem, não entendo porque o Sensus (ou algum outro insituto) não fez então esses cálculos, já que demorei apenas 1 hora e meia para montar os dados necessários e fazer os cálculos para testar essa hipótese. Vamos entender direito isso então e conferir de uma vez por todas se nordestinos faltosos ou com alta taxa de votos brancos e nulos foram decisivos para Dilma não ganhar no primeiro turno?


A conta é simples de fazer. Imaginemos que essa taxa de faltosos + brancos + nulos, em cada estado, foi bem menor do que a real. Digamos que foi igual à apresentada no todo do país: 26,76%. Com isso, entrariam mais de 1 milhão e meio de novos votos nas urnas nordestinas. Mas mesmo na hipótese extrema de que todos esses novos votos fossem de Dilma, ela apenas passaria de 46,91% dos votos válidos do país para 47,82%, ou seja, nada de vitória no 1º turno. Apenas no caso de que faltosos + brancos + nulos no Nordeste chegassem à taxa de 14,48% e todinhos esses votos a mais que isso gerasse fossem para Dilma, ela teria ganho no primeiro turno. E bem, tanto essa taxa de 14,48% seria bem menor que a de todas regiões e que a de qualquer estado, como seria necessário de que Dilma ficasse como absolutamente todos esses novos votos.


É claro que isso é uma teoria furada, pois é claro que o cenário que propus é absurdo: embora não tenhamos como saber para quem cada um desses novos votos iria, é surreal imaginar que fossem todos para Dilma. Então, um exercício razoavelmente preciso seria imaginar que se dividiriam entre os candidatos seguindo a % de votos que cada um teve em cada estado. Refiz as contas para esse caso, muito mais realista, e nele Dilma só venceria em 1º turno se faltosos + nulos + brancos no NE marcassem a ínfima e surreal taxa de 3,91% (no fim deste texto, vocês podem ver várias simulações dessas: com taxa igual à do Brasil, igual à do Sul, igual à do estado que a teve menor, e outras).


Ou seja, não se pode culpar os nordestinos pelo segudo turno: a abstenção foi mais alta ali do que no resto país e a as taxas de votos em branco e nulo, também. Mas a rigor, isso contribuiu muito pouco para o resultado final de Dilma. Espanta que nenhum analista tenha feito as contas ainda e permitisse a perpetuação dessa hipótese sem testes. Afinal, já há tantas hipóteses sobre o resultado de domingo, não é mesmo? Por mais que seja difícil dizer de quem o 2º turno é fruto, sempre ajuda esclarecer de quem ele não é.




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Comentários recebidos

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  2. guimarães s. v. |

    os cálculos e a conclusão tão certíssimos! caro Fabrício,a hipótese tá furada. foi mais ou menos o palpite que dei no blog Politica&Cidadania. então o segundo turno deve-se à expressiva votação de Marina não apontada nas pesquisas, né?

  3. guimarães s. v. |

    e para o segundo turno, qual a avaliação que faz?

  4. Fábio Deboni |

    Caro Fabrício

    parabéns pelo blog e pelas análises. Tb reitero meu interesse em saber sua opinião sobre o segundo turno e sobre a movimentação do PV e de Marina rumo aos tucanos ou à “neutralidade, se é que isso é possível.

    Tenho escrito sobre isso no meu blog, o qual aproveito para divulgar e convidar para uma visita. Caso goste, que tal incluí-lo nos seus links de blogs?
    http://fabiodeboni.blogs.sapo.pt/

    abraços

    Fábio Deboni

  5. Guilherme Scalzilli |

    Continua mais difícil do que parece
    (publicado na página do Amálgama)

    A campanha de Dilma Rousseff conferiu excessiva importância à popularidade do presidente Lula, à vantagem da propaganda gratuita e à capacidade da blogosfera de conter a sanha dos adversários. Subestimou a força dos instrumentos tradicionais de persuasão política (a parcialidade da mídia corporativa, o engajamento de lideranças religiosas, a disseminação de boatos, o clientelismo regional), que atingem um imenso público alheio à internet.
    Também cometeu o equívoco de partidarizar a disputa entre os institutos de pesquisas, caindo na armadilha de apegar-se aos levantamentos alvissareiros como se fossem peças de propaganda. A militância criou enorme expectativa de vitória, que se alastrou para o restante do eleitorado. Em alguns meses, o segundo turno presidencial deixou de parecer previsível para transformar-se num verdadeiro triunfo oposicionista.
    Menosprezar o front paulista foi um erro estratégico indesculpável. Há muito sabíamos que o fortalecimento de Aloizio Mercadante poderia levar ao desgaste de José Serra no pleito nacional. A campanha de Mercadante começou isolada, amadorística, materialmente pobre. Quando engrenou, já havia desperdiçado um tempo valioso. O apoio de Geraldo Alckmin e Aécio Neves nos dois maiores colégios eleitorais do país permitirá a Serra atuar livremente nos redutos dilmistas.
    Marina Silva cumpriu o papel que lhe coube desde o início: o de anti-Dilma. Aglutinou os votos indecisos ou descontentes, criou canais de fragilização da petista, reduziu a polarização que o PSDB temia. A “vitória” de Marina presenteia Serra com vinte milhões de potenciais eleitores, interessados muito mais na mudança do que na preservação do cenário político. É um eleitorado permeável à influência dos grandes veículos jornalísticos, e identificado social, cultural, econômica e geograficamente com as plataformas do tucano.
    Serra também será favorecido com a animosidade da disputa pelos votos de Marina. Os eleitores dela já recebem ataques da militância petista e tendem a responder com um oposicionismo agressivo, moralmente determinado, que contagiará largas esferas da juventude urbana. As sombras espúrias do DEM e do quercismo serão momentaneamente afastadas para dar voz a formadores de opinião e lideranças políticas identificados com esse conservadorismo de cores “modernas”. A deputada que anda de bicicleta, o defensor dos cachorrinhos, o doutor recém-formado e artistas hipersensíveis encarnarão as novas Reginas Duartes amedrontadas.
    E Dilma terá de sofrer quieta. A grande imprensa, convenientemente protegida pelo papel de vítima, acirrará o civismo de factóides. Qualquer reação à inevitável onda de ataques midiáticos alimentará o repertório truculento criado para a petista. Os aliados vitoriosos, satisfeitos com o generoso quinhão eleitoral recebido pelo apoio de Lula, hesitarão até o último instante em defendê-la.
    O cenário apresentado é excessivamente pessimista, mas antecipa alguns dos obstáculos que a coordenação da campanha petista precisará contornar se não quiser que o segundo turno vire uma sangrenta batalha de resultado incerto. Àqueles que evitam as atribulações da realidade incômoda restará depois apenas lamentá-la.

    http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com/

  6. Paulo |

    A Folha publicou essa notícia só hoje, 7 de outubro. Ler o Politicando me poupa dos gastos com assinatura de jornal… :)

  7. guimarães s. v. |

    olhaí! Fábio Deboni, deu uma espiadinha no blog e gostei. já tá inckuido em favoritos. em contrapartida sugiro que dê uma espiada no meu . não se assemelha ao seu tampouco ao do Fabrício. trata de assuntos variados e retrata o que penso, divulga minhas ideias, quais palavras soltas ao vento.

  8. guimarães s. v. |

    veja! Fabrício, o Guilherme fez bom comentário e trouxe aportes novos à discussão s/ o 2° turno. valeu! Guilherme.

  9. Edmilson |

    Considero que há muitos votos nulos, e não só no Nordeste, mas lá em maior número, que são fruto de erros no procedimento de votação. Eram seis votos a digitar e para quem não usa um caixa eletrônico, por exemplo, a urna eletrônica é um monstro terrível. Infelizmente no NE há muitos analfabetos e semi-analfabetos, mas em outras regiões também há um quantitativo nada desprezível de pessoas assim. Repito, eram seis votos para olhar cargo no visor, olhar santinho, digitar números, conferir foto, apertar confirma. Muita gente se atrapalha.
    Meu pai com seus 80 anos e antigo primário já ia deixando de votar para Presidente. Como não ouvi o som característico do término da votação e o alertei, ele voltou e digitou o 13. Mas poderia ter votado errado e não ter percebido.
    Basta comparar o número de nulos para Deputado com os nulos para Presidente na Bahia, por exemplo: são 260 mil votos de diferença. E olha que entre os nulos estão os votos para fichas-sujas…
    Como a maior parte dessas pessoas humildes votaria em Dilma, houve sim um prejuízo significativo. Mas realmente não dá para dizer se evitaria o segundo turno.

  10. Edmilson |

    Complementando o comentário anterior: como parte dos eleitores de Marina provavelmente deve optar por anular o voto no segundo turno, seria natural que o núemro de nulos crescesse. Mas aposto que vai acontecer o contrário. Isto porque haverá menos erros, já que será apenas um voto para digitar na maioria dos Estados (serão dois votos onde houver segundo turno para governador - e nesses Estados acredito que haverá mais nulos para Presidente). A conferir…

  11. guimarães s. v. |

    veja bem! Edmilson, acredito que você levantou um ponto interessanre e viável. e provoco, sei não ser becessário, o comentário do noss “técnico” Fabrício. xii! ele não vai gostar … você tá certo quando diz que a votação agora vai ser bem mais simples mesmo onde há voto pra governador. torço pra que, com principalidade, os votos em branco e nulos apresentem uma substancial diminuição. sou contra o voto nulo, em qualquer circunstância e mais agora no dia 31 em que o eleitorado vai precisar decifrar enigmático dilema: votar no Brasil futuro ou retrocedr ao Brasil passado, de triste memória. pronto. dei meu recado.

  12. Fabricio Vasselai |

    Olá meus caros, depois de muitos dias de atraso, responderei aos comentários represados desde sexta! Desculpem a demora! :)

    Caro Guimarães, fico feliz que gostou do post! =) Os cálculos são esses mesmos e sabe que eu publiquei o post minutos depois do seu comentário no outro post que solicitava esse assunto? Ainda nem havia lido seu pedido, mas sem querer consegui responder no ato, hahahaha. Para mim, o segundo turno não foi fruto apenas dos votos imprevistos de Marina, como pretendo falar logo mais. Serra também teve muitos votos imprevistos e sem isso também teria havido segundo turno. Vou tentar explicar em breve e, claro, farei várias avaliações sogre o 2o turno, guenta aí ;) Sobre a opinião técnica, pfff, é claro que vou gostar: o que venho te dizendo é exatamente que quero enter outras coisas trazer a técnica para fora da academia, uai! Responderei o assunto ao Edmilson no fim destas respostas, para não duplicar, okok? Grande abraço Guimarães! E continue por aqui que tá dando gosto!

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    Olá Fábio, seja muito bem-vindo ao blog! É um prazer contar com suas perguntas e prometo que logo mais tocarei no assunto em um post. Portanto, não vou me adiantar muito, só resumir: vai haver uma briga inter no PV entre apoiar Serra ou ficar neutro. Apoiar Dilma, não irão. Marina é outra história: creio que prefira Dilma, mas acho difícil que se manifeste desse modo e tenderá à neutralidade. Mas como disse, darei uma resposta decente em um novo post, ok?

    No mais, fico muito feliz que esteja gostando e acompanhando o blog! :) Darei uma espiada no seu site também, é claro, e passarei a ficar de olho no que escrever por lá. Grande abraço e volte sempre, será um grande prazer trocar idéias aqui e lá!

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    Caro Guilherme, que satisfação ter um novo comentário seu depois de tanto tempo! Análise muito boa, muito interessante. Especialmente quando menciona o desdém com o qual tratou-se a campanha de Mercadante em São Paulo no início do processo eleitoral. O PT rifou muita coisa para conseguir manter a presidência. E subestimou a conhecida resistência que parte significativa do eleitorado tem ao imaginário petista. Por outro lado, não estou de acordo que o cenário seja assim tão pessimista para o governo: tanto há chances consideráveis de Dilma vencer no 2o turno como as vitórias do PT e seus aliados históricos nos estados, na Câmara e no Senado (refiro-me a partidos que não comporiam com um eventual governo Serra). Não foi pouca coisa não.

    Mas estou de acordo que a vida de Dilma não será fácil neste mês. E que a eleição está bastante mais em aberto do que qualquer um imaginou: tanto petistas quanto tucanos. Bem, é muito bom ter sua opinião opr aqui! Grande abraço Guilherme, e volte sempre hein?

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    Hey Paulo, hahaha você me entusiasma, assim! Que coisa boa poder furar os grandes portais pelo segundo dia seguido: fui o primeiro a publicar as novas bancadas na internet. E esses dois furos renderam muitos muitos acessos! :) Se ajuda vcs a economizarem dinheiro então, ah, quanto melhor!

    Espero que se repita mais vezes! Grande abraço e continue por aqui!

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    Olá Edimilson, seja muito bem vindo ao blog! Fico muito feliz de receber novos comentaristas por aqui!

    Você tem toda razão quando se preocupa com a complexidade do ato de votar e com o fato de termos de escolher um número muito grande de candidaturas de uma vez só. Isso atrapalha antes de tudo o exercício da cidadania pois causa confusão.

    Agora, não estou de acordo que isso seja um fator relevante de explicação para o que causa em geral os votos nulos e brancos. Quando fazemos uma análise mais detalhada, por exemplo por estado ou mesmo por município, é possível reparar que locais com perfil socio-economico e educacional semelhantes possuem taxas de faltosos e de votos nulos e brancos muito muito díspares. Ou seja, locais com iguais taxas de analfabetismo ou de baixa escolaridade apresentam taxas de votos brancos e nulos muito diferentes: mosrando que há outros fatores que na verdade determinam os votos nulos.

    Outro ponto: se a complexidade de votar fosse um problema, seria de se esperar que os últimos cargos a serem digitados nas urnas fossem os mais atingidos: ou seja, governador e presidente. No entanto, acontece o contrário: o cargos que recebem menos nulos e brancos são sempre governador e presidente e, no caso das eleições municipais, os prefeitos. O que se sabe sobre o fenômeno aponta em outro sentido: 1) nosso eleitor dá atenção muito maior aos cargos Executivos do que aos Legislativos (o que é bastante comum em países presidencialistas); 2) há uma infinidade de candidatos para os cargos legislativos e frequentemente só 3 ou 4 a sério para cargos executivos (isso tem a ver com a diferença entre voto majoritário e proporcional, de que tratei alguns posts atras aqui no blog).

    Outra coisa seria perguntar por que NE teve taxas bastante mais altas do que a média (já que o padrão não segue as taxas de analfabetismo e pobreza). De todo modo, qualquer que seja o motivo, é possível sim saber qual o máximo que isso teria afetado o resultado do 1o turno. Como mostro no post, mesmo que nulos, brancos e faltosos no NE tivesse ficado no mesmo patamar do resto do país, isso renderia a Dilma um resultado final pouco difernte: no lugar de 46,91%, ela teria 47,48%. Pessoalmente eses 0,57% a mais não me paecem prejuízo significativo. Mas certamente, dá para dizer que não evitaria o segundo turno.

    De resto, acho essa discussão sobre a quantidade de cargos e a dificuldade de votar extremamente interessante. E penso que deveríamos retomá-la mais tarde aqui. Ajuda a pensar os tópicos sobre a reforma política naquela série de textos sobre o assunto que iniciei aqui no blog! :) Portanto Edmilson, muito obrigado por trazer esse tema, sobre o qual eu já ia passando batido. Grande abraço e volte sempre!

  13. rosemary |

    não pretendo votar nem em Dilma e muito menos em Serra. Se eu votar nulo, o meu voto vai para o candidato que tiver maior numeros de votos? Explique-me por favor.

  14. Fabricio Vasselai |

    Olá rosemary, seja muito bem vinda ao blog! É um prazer receber os leitores aqui e poder ajudar com suas dúvidas. :)

    E nesse caso, fico ainda mais feliz que de fato poderei te ajudar porque escrevi especificamente sobre isso em um outro post:

    “Entenda quando votos brancos e nulos ajudam algum candidato”
    http://politicando.blog.br/?p=872

    Dá uma olhada nesse texto e, por favor, diga-me se te ajudou. Estou sempre à disposição! :) Grande abraço e volte sempre hein?



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