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FABRICIO VASSELAI

É graduado e mestre em Ciência Política pela USP.
Currículo acadêmico e produções acadêmicas, aqui.

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‘Datafolha’

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Rapidinhas: comunicados; detalhes do último Datafolha

27 de Agosto de 2010, às 12:14:30 Postado há 1 semana e 2 dias atrás

            

Olá pessoal!
Antes de tudo, um pedido de desculpas pelo sumiço. Já faz 5 dias sem posts e até sem respostas para os comentários (e vocês sabem que minha política é de responder todos, um por um). Mas vem sendo uma semana puxada. Estou em São Paulo, onde participei daquele seminário que havia comentado aqui no blog. E fora preparar as apresentações, conversas com pesquisadores e políticos depois dos eventos e tudo mais…. bem, não sobrou tempo nem pra responder email. :)
Hoje, começo a ficar mais livre e, então, vou preparar um post pra mais tarde ou no máximo pra amanhã. E também, responderei aos comentários que ficaram sem resposta nesses dias. Combinado?


Ah sim, falando em eventos, e atendendo aos que pediram para eu informar datas dos eventos em que estarei, já confirmei mais duas: 9 de setembro em Porto Alegre, creio que na PUC, bate papo em que pretendo comentar aquela questão de que direitos individuais não se decidem em plebiscito, que escrevi no post mais acessado do blog até hoje (todo dia entram nele!). Daí no dia 28 de outubro, já sei que estarei em Caxambu-MG no encontro da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais. Lá, retomo discussões sobre o papel das emendas dos parlamentares ao orçamento. Minhas passagens por BH (setembro), Brasília e Rio (cancelada por enquanto) ainda precisam esperar mais um pouco. Pô, tá faltando uma oportunidade de ir pro Norte e pro Nordeste né! Humpf! :)

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Sobre a pesquisa Datafolha divulgada ontem e que mostra Dilma Rousseff com 20 pontos percentuais de intenção de voto a mais do que José Serra (49% contra 29%), não há muita novidade para comentar que já não tenhamos falado aqui sobre as últimas pesquisas. Mas há alguns detalhes interessantes que sugiro ficarem de olho.


Primeiro, há nessa pesquisa um novo tipo de dado, noticiado agora pouco pelo Uol: “Um em cada cinco eleitores de Serra prefere programa de Dilma na TV”. Ou seja, temos agora um indicativo empírico, factual, uma prova, do que todos já comentavam sobre a má qualidade da propaganda eleitoral de Serra. Mas mais importante do que isso é pensar esse resultado sobre outro ângulo: se por um lado indica que os eleitores de Serra que assistem ao horário eleitoral estão conseguindo separar as coisas e fazer um julgamento crítico, também pode indicar que ao menos parte dessas pessoas representa eleitores menos fechados com Serra. Pois sabidamente os eleitores fechados com seu candidato tendem a pre-avaliar seu candidato e a campanha de seu candidato como melhor em tudo: debates, propaganda, desempenho, propostas, etc. Seria interessante cruzar essa pergunta com uma outra corriqueira nas pesquisas: aquela que pergunta qual a chance do eleitor de ainda mudar o seu voto. Mas sabem como é, parece que às vezes pedir da imprensa o óbvio é pedir demais…


Segundo: um dado mais desanimador para Serra do que o resultado geral do Datafolha que estampas as manchetes que nós lemos por aí, foi bem captado pela Renata Lo Prete na Folha, em frase reproduzida no blog do Noblat: “Dilma tem hoje intenção de voto espontânea (35%) maior do que a obtida por Serra na pergunta estimulada (29%)”. Aqui sim há um indício de problema grave na campanha do tucano.


Esse indicio somado ao terceiro ponto, que é o fato de que Serra aparece abaixo dos 30%, mostra que não havia um piso claro e pré-definido para o apoio a Serra, para a simpatia pelo PSDB ou para o anti-petismo. Assim como não havia um teto para o apoio a uma candidatura petista. Como expliquei aqui no blog tempos atrás, a idéia de que o PT teria historicamente, tanto no mínimo quanto no máximo 30 ou 33% dos votos nacionais, é apenas mais um mito, mais uma lenda urbana da política nacional.

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Rapidinhas: novidades; Jornal Nacional; Datafolha

14 de Agosto de 2010, às 16:30:33 Postado há 3 semanas e 1 dia atrás

    

(post agendado, estou em trânsito! Por isso também a demora em responder comentários)


Uma novidade no blog: convidei um grande amigo, o Paulo Simas, para escrever um texto para publicar aqui, explicando uma questão legal que eu não conhecia direito: diferenças entre casamento, união civil e união estável. Paulo é um cara de primeira e, além disso, competente e inteligente como poucas pessoas que já conheci. O post com o texto dele chega amanhã. Espero que seja apenas a primeira contribuição dele. E também, espero que isso aos poucos abra espaço para publicar aqui um ou outro texto de vocês, leitores, no futuro.

Aguardem, que amanhã vamos começar com a primeira contribuição de alguém mais para o blog. Ao Paulo, meu sincero agradecimento pelo esforço de pesquisa, pelo tempo e dedicação. Uma honra!

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Ainda sobre as entrevistas ao Jornal Nacional, encontrei um texto muito interessante do Mauricio Stycer, em seu blog, analisando quanto as entrevistas serviram mais para avaliar o JN do que os candidatos. As opiniões dele, vocês podem concordar ou não com elas, mas são interessantes para ler e pensar. Vale a pena, aqui ó.

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Entendendo algumas diferenças metodológicas que fazem Vox Populi e Datafolha tão diferentes

26 de Julho de 2010, às 19:26:22 Postado há 1 mês e 1 semana atrás

        

O torcedor, o eleitor e o brasileiro (charge do Amarildo em http://amarildocharge.wordpress.com)


Nesse fim de semana foram divulgadas duas novas pesquisas de opinião eleitoral com resultados bastante diferentes entre si: sexta a do Vox Populi com Dilma 8 pontos à frente e sábado a do Datafolha com ela e Serra empatados. Ainda que os resultados de todos os institutos apontem em geral a mesma tendência de crescimento de Dilma e estagnação de Serra, como demonstrado pelo excelente Günter Zibell no blog do Nassif, essa diferença entre os últimos Datafolha e Vox Populi vem sendo alvo de muitos debates pela internet. Como se diz que seus resultados, a princípio, devem-se a suas diferentes metodologias, que tal ajudar vocês a entender os principais pontos de diferença metodológica entre esses institutos?


Para começar, podemos usar o post de José Roberto de Toledo, do Estadão, que traz um quadro com algumas características que diferenciam as metodologias de Datafolha e Vox Populi. Nele, destacam-se basicamente: 1) método de coleta (entrevista em domicílio, pelo Vox, versus entrevista em pontos de fluxo de pessoas, pelo Datafolha), 2) a pergunta-esquenta feita pelo Vox Populi: antes de perguntar em quem o entrevistado votaria, indagam o grau de conhecimento do entrevistado sobre os candidatos; 3) mais importante de tudo, o Vox Populi informa aos entrevistados a que partido pertence cada candidato, enquanto Datafolha não. E há também outros dois pontos relevantes não citados por Toledo: 4) o Datafolha não escolhe entrevistados guardando proporção com o grau de escolaridade da população brasileira e 5) Nassif levantou uma dúvida técnica diretamente aos diretores desses institutos que ainda espera a resposta do Datafolha: metodologicamente, parece que Datafolha descartaria entrevistados que não possuem telefone (celular ou fixo). Agora, para ser objetivo ao máximo, vamos direto a uma breve explicação de cada um dos pontos, ok?

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Jânio de Freitas, Datafolha e o mito do eleitor ignorante sustentado por dados grotescos

1 de Junho de 2010, às 13:40:52 Postado há 3 meses atrás

        

A coluna de Jânio de Freitas na Folha de hoje é uma pérola do senso comum. Baseada em uma pergunta da última pesquisa Datafolha, que é uma pérola da má qualidade acadêmica. A pesquisa mostraria, segundo os dados do instituto e segundo Jânio de Freitas, a enorme incapacidade dos eleitores de reconhecerem se Dilma ou Serra estariam à esquerda ou à direita.


Diz ele: “o nível de desconhecimento do eleitorado em relação ao seu escolhido para a Presidência, constatado pelo Datafolha, é chocante, por si mesmo, e perturbador, por nem ao menos indicar se provém de desinformação sobre o candidato ou de um grau extremado de ignorância política, em alta proporção dos eleitores”. O articulista se assusta com os resultados da pesquisa, porque por exemplo “não há sentido algum em que 31% do eleitorado de Dilma Rousseff, mais de um terço, a situem entre o centro-direita e a extrema-direita”. E tampouco seria razoável que Serra seja classificado desse modo por 44% de seus eleitores, ou Marina Silva por 19% dos seus. Jânio faz um texto inflamado, chocado, estarrecido mesmo. Mas mais chocado com análise tão rude e com uma pergunta de pesquisa tão infeliz, fico eu.

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Cuidado: maioria das análises sobre último Datafolha são de um absurdo constrangedor

22 de Maio de 2010, às 23:12:55 Postado há 3 meses e 2 semanas atrás

        

A pesquisa Datafolha divulgada hoje também mostra Dilma e Serra empatados, com 37% das intenções de voto. Assim como Sensus e Vox Populi haviam indicado nessa semana, apenas com Dilma ligeiramente na frente. Ou seja, depois da enorme série de desencontros e desentendimentos, esses três institutos se entenderam. E o Ibope não deve ficar atrás na sua pesquisa a ser divulgada nos próximos dez dias. Como em pesquisa o que importa é ver a tendência ao longo do tempo, o que as manchetes e análises estao tentando explicar é como Dilma cresceu 7 pontos e Serra perdeu 5 de um Datafolha para o outro.


Em todo o histórico dos institutos, Dima só cresceu ou ficou parada e Serra só caiu ou ficou parado. Com exceção do Datafolha anterior ao de ontem, única pesquisa até hoje em que Serra chegou a subir. Na época, como se tratou de uma pesquisa extraordinária feita às vésperas da convenção que oficializaria a candidatura Serra, gerou desconfianças. Mas não estou aqui para acusar institutos, que podem manipular e errar eventualmente, mas mesmo assim acertar outras tantas vezes. Como tudo e todos na vida. O que quero chamar a atenção é como esse tipo de resultado desviante pode enganar muita gente.

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Resultado da pesquisa Vox Populi ajuda a entender diferenças de metodologia entre institutos

15 de Maio de 2010, às 22:07:53 Postado há 3 meses e 3 semanas atrás

        

Saiu agora, no sábado à noite, o resultado da nova pesquisa Vox Populi de intenção de voto para presidente da República. Pela primeira vez, Dilma aparece à frente de José Serra, com 38% contra 35%, embora empatados tecnicamente (porque a margem de erro do resultado é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos).


Esse resultado irá se repetir nas próximas pesquisas Sensus, Ibope ou Datafolha? Não é possível adivinhar isso, mas é possível entender, desde já, porque esse resultado seria inesperado para quem julgar apenas pesquisas anteriores de Datafolha e Ibope. Já falei antes das principais diferenças metodológicas dos institutos, que se referem às suas amostras e transparência, aqui e aqui. A pesquisa de hoje permite entendermos melhor a diferença metodológica das entrevistas.

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Que tal um instituto de pesquisas de opinião inter-universitário?

26 de Abril de 2010, às 10:03:24 Postado há 4 meses e 1 semana atrás



Todos os períodos eleitorais, institutos de pesquisa são acusados de erros ou manipulações graves. É claro, deslizes técnicos e éticos podem acontecer, como de resto em qualquer setor da economia (e da vida). Mas isso não me faz achar que instituto a menos é bom. Por isso é um absurdo o PSDB investir judicialmente contra o instituto Sensus, ou o Jornal Nacional declarar que não vai mais divulgar resultados do Sensus ou do Vox Populi.


Pelo contrário, creio que é a competição acirrada o bom caminho para os institutos do país. Competição aprimora metodologias e aumenta a fiscalização. Mas a competição seria melhor ainda se os dois principais institutos, Datafolha e Ibope, não competissem na condição vantajosa de estarem ligados a grandes empresas de comunicação – o que não acontece com Sensus e Vox Populi. Situação que transforma tudo, também, em uma questão de concentração der mercado.


Um bom ingrediente para aumentar essa disputa com um novo ator que também já nasceria dono de credibilidade automática, para competir com os grandes grupo pré-instalados, seria um instituto de pesquisa formado por um consórcio entre universidades de renome do país. Calma neoliberais com a faca na boca, não seria uma estatal não. Mas sim um consórcio privado formado por departamentos de Ciência Política e Estatística de várias universidades respeitáveis. Formariam um núcleo que poderia funcionar nos moldes da rede BBC de Londres: recebe dinheiro público, mas com um conselho administrativo privado, com a presença de associações profissionais das áreas envolvidas. Montado com consultoria de grandes institutos internacionais de pesquisa e de associaçoes de Ciência Política, Estatística e Sociologia. E fiscalizado. Inclusive por partidos. Uma bela chance, também, de fazer as universidades públicas e privadas dialogarem e colocarem conhecimento a serviço da sociedade.


Se dotado de bom orçamento público, esse instituto teria a vantagem de poder fazer pesquisas de intenção de voto mensais, todos os anos. Como acontece nos EUA e Reino Unido, por exemplo. Não só quando algum cliente privado tem a idéia de contratar. Séries históricas periódicas são muito mais confiáveis e permitem muito mais análises.


Mas o instituto poderia, também, vender pesquisas extra-ordinárias ao mercado. Para partidos, empresas, governos. Fazer pesquisas de avaliação de mandatos, entre outras. E o lucro seria repartido, como em royalties, para as universidades envolvidas.


Aliás, se os governo não gostar da sugestão, taí uma idéia para o futuro da Associação Brasileira de Ciência Política, a ABCP. Bela fonte de recursos em um país em que associações não têm grandes doadores. E uma retribuição social da Ciência Política que seria inestimável ao país.

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Um pouco de técnica sobre as acusações de manipulação do Datafolha

19 de Abril de 2010, às 11:03:42 Postado há 4 meses e 2 semanas atrás

        

Na guerra precoce e pouco transparente entre institutos de pesquisa, falta preocupação técnica e sobra politização de tudo.


Se por mostrar empate entre Dilma e Serra o instituto Sensus foi posto sob suspeita pela concorrente Folha de São Paulo (dona do Datafolha) e pela campanha de Serra, agora é o resultado do Datafolha, desfavorável a Dilma, que dá margem a suspeitas de manipulação pela blogosfera simpática à candidata. Por questão de justiça, ressalve-se que o PT ou a campanha da ex-ministra não atacaram o instituto.


Ok: o Datafolha fez pesquisa extraordinária, fora do planejamento, da data prevista e divulgada antes do normal. Há pouco tempo já havia soltado resultados que destoavam muito dos outros 3 institutos: Serra subindo. E não conseguia explicar o porquê disso sem haver nenhum fato novo em curso. Pior: a Folha passou a atacar o Sensus e também o Vox Populi. E na mesma época, o Jornal Nacional avisou que passaria a divulgar pesquisas apenas do seu IBOPE e… do Datafolha. E agora, para fechar tudo, a nova pesquisa desse instituto é acusada de ter modificado maliciosamente o peso do Sudeste (e quiçá de São Paulo) dentro da amostragem – para beneficiar Serra.


Tudo bem, admito que é muito pano pra manga. Mas que tal ir mais devagar do ponto de vista técnico e entender o que aconteceu e como uma pesquisa pode ser manipulada? Vamos lá.

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Falar em vitória no 1º turno é muita ignorância ou alguma má fé

17 de Abril de 2010, às 11:17:56 Postado há 4 meses e 3 semanas atrás

        

Pouco importa quem está mais próximo da realidade, se o Datafolha que mostra Serra 10 pontos percentuais à frente de Dilma, ou se o instituto Sensus que mostra ambos empatados.


De qualquer modo, mencionar a chance que alguém vencer a eleição no primeiro turno é absurdo, uma aberração jornalística.


Peguemos os dados do Datafolha de hoje.
Ali, 38% dizem votar em Serra se a eleição fosse hoje, contra 28% em Dilma, 10% em Marina e 9% em Ciro. Serra tem…. pouco mais de um terço!


Agora veja o raciocínio esgrimido por Fernando Rodrigues no UOL: no cenário sem Ciro, que seria para ele supostamente o mais provável, Serra teria 40% dos votos contra 42% dos adversários restantes somados, podendo estar então com mais do que a soma de seus adversários nesse cenário hipotético e contando com a margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos. Situação que lhe daria a vitória no primeiro turno.

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Briga de bar entre institutos de pesquisa é tola, porque faltam 33%

15 de Abril de 2010, às 10:39:48 Postado há 4 meses e 3 semanas atrás

                    

Ok, Dilma alcançou José Serra segundo a pesquisa Sensus.

Mas não entendo porque a Folha, do Datafolha, atacou o instituto Sensus e antes já havia atacado o Vox Populi quando esse apontava resultados muito diferentes do Datafolha (que trazia, solitário, uma súbita e intensa escalada de 9 pontos de José Serra). Fora o ataque jurídico feito ontem pela campanha Serra ao Sensus.

Não entendo essa guerra tão cedo, porque sobre os resultados atuais de Dilma e Serra eu me pergunto: e daí? Ambos estão com cerca de 33%, ou seja um terço das intenções de voto. Só que, em primeiro lugar, esse último terço que falta corresponde a quase uma Argentina inteira.

E em segundo, para piorar: por um lado Dilma está apenas atingindo a marca histórica do PT em pleitos federais. E por outro, Serra também nunca passou muito disso. Ele teve 29% no primeiro turno de 2002. E apenas 38% no segundo turno. E sua média nas pesquisas para 2010, desde que Dilma passou a ser mais conhecida, nunca extrapolou os 35, 36%.

Ou seja: esse empate de Dilma não só era esperado como anunciadíssimo. Então, por favor, sem gritarias. Que tal parar de atacar institutos de pesquisa sem evidências relevantes de motivo para isso - o que por tabela denigre à toa o processo democrático?

Os 33% históricos atingidos pelo PT chegaram a Dilma. Serra está na sua marca média, igualzinha a essa. Isso significa apenas que a campanha começa agora. E tem mais 33% para serem conquistados. São 40 milhões de eleitores que não estão nem aí para essa briga burra entre jornais e institutos de pesquisa.

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