‘Rapidinhas’
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| 3 de Setembro de 2010, às 14:18:04 | Postado há 1 dia e 15 horas atrás |
Hey, caros leitores! Justo em um dos períodos de mais acesso do blog, fui obrigado a ficar mais distante e a fazer atualizações escassas, 1 ou 2 vezes por semana. Quando meu ritmo normal é de ao menos um dia sim outro não.
Mas tive um motivo justo: uma temporada em São Paulo para apresentar seminários, debater com parlamentares e pesquisadores e, também, começar a encaminhar minha candidatura ao doutorado na USP. Então, espero poder conversar com vocês direto de novos estudos na universidade, ano que vem
. De todo modo, estou tentando voltar para casa no feriadão: finalmente os posts voltarão ao normal, como estavam nas outras semanas! Para isso, estou preparando uma explicação sobre a modalidade de pesquisas eleitorais de tracking, que pela primeira vez o Vox Populi vem disponibilizando. E também, um post explicando nosso sistema eleitoral de lista aberta versus o sistema de lista fechada, que é mais tradicional em outros países. Alem disso, penso em escrever algo sobre o impacto do escândalo das quebras de sigilo da Receita sobre a preferência eleitoral. Que tal? Aguardem que algum desses sai hoje ou amanhã!
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Enquanto isso, vou indicar aqui exatamente os resultados dos últimos trackings do Vox Populi, para vocês irem se familiarizando com o assunto. Uma das vantagens dessa pesquisa é acompanhar alterações nas preferências eleitorais dia após dia. E nesse sentido, até aqui o escândalo da quebra de sigilos pela receita não parece ter afetado as preferências eleitorais. É claro: em breve podemos conversar mais sobre isso para entender o impacto desse tipo de questão sobre as preferências eleitorais.
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Agora, sobre outro assunto, recomendo muitíssimo a leitura de um post de José Roberto de Toledo, no seu blog no Estadão online: “Nordeste dita tendência do eleitor na sucessão de 2010″. Não assino embaixo de toda a análise, mas vale a pena o esforço de análise regional mais elaborado do que o padrão de comentaristas da grande imprensa. Especialmente, vale pensar sobre a seguinte afirmação, que acerta em cheio ao corrigir e de modo resumido mais um grande pré-conceito sobre a política recente:
“Na eleição 2010, quem dita a tendência é o Nordeste. Quando José Serra (PSDB) ainda liderava sozinho as pesquisas sobre a sucessão presidencial, os eleitores nordestinos já preferiam Dilma Rousseff (PT). À época, era comum atribuir esse comportamento ao assistencialismo do governo Lula na região.
O tempo mostrou que essa explicação é reducionista e insuficiente. Reducionista porque desde sempre a preferência por Dilma incluiu os nordestino ricos e pobres, escolarizados ou não, com e sem bolsa federal. E insuficiente porque ela não explica o fato de essa tendência ter extrapolado as fronteiras do Nordeste”.
Tags: dossiê, Nordeste, Rapidinhas, tracking, voltando, Vox Populi
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| 27 de Agosto de 2010, às 12:14:30 | Postado há 1 semana e 1 dia atrás |
Olá pessoal!
Antes de tudo, um pedido de desculpas pelo sumiço. Já faz 5 dias sem posts e até sem respostas para os comentários (e vocês sabem que minha política é de responder todos, um por um). Mas vem sendo uma semana puxada. Estou em São Paulo, onde participei daquele seminário que havia comentado aqui no blog. E fora preparar as apresentações, conversas com pesquisadores e políticos depois dos eventos e tudo mais…. bem, não sobrou tempo nem pra responder email. ![]()
Hoje, começo a ficar mais livre e, então, vou preparar um post pra mais tarde ou no máximo pra amanhã. E também, responderei aos comentários que ficaram sem resposta nesses dias. Combinado?
Ah sim, falando em eventos, e atendendo aos que pediram para eu informar datas dos eventos em que estarei, já confirmei mais duas: 9 de setembro em Porto Alegre, creio que na PUC, bate papo em que pretendo comentar aquela questão de que direitos individuais não se decidem em plebiscito, que escrevi no post mais acessado do blog até hoje (todo dia entram nele!). Daí no dia 28 de outubro, já sei que estarei em Caxambu-MG no encontro da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais. Lá, retomo discussões sobre o papel das emendas dos parlamentares ao orçamento. Minhas passagens por BH (setembro), Brasília e Rio (cancelada por enquanto) ainda precisam esperar mais um pouco. Pô, tá faltando uma oportunidade de ir pro Norte e pro Nordeste né! Humpf!
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Sobre a pesquisa Datafolha divulgada ontem e que mostra Dilma Rousseff com 20 pontos percentuais de intenção de voto a mais do que José Serra (49% contra 29%), não há muita novidade para comentar que já não tenhamos falado aqui sobre as últimas pesquisas. Mas há alguns detalhes interessantes que sugiro ficarem de olho.
Primeiro, há nessa pesquisa um novo tipo de dado, noticiado agora pouco pelo Uol: “Um em cada cinco eleitores de Serra prefere programa de Dilma na TV”. Ou seja, temos agora um indicativo empírico, factual, uma prova, do que todos já comentavam sobre a má qualidade da propaganda eleitoral de Serra. Mas mais importante do que isso é pensar esse resultado sobre outro ângulo: se por um lado indica que os eleitores de Serra que assistem ao horário eleitoral estão conseguindo separar as coisas e fazer um julgamento crítico, também pode indicar que ao menos parte dessas pessoas representa eleitores menos fechados com Serra. Pois sabidamente os eleitores fechados com seu candidato tendem a pre-avaliar seu candidato e a campanha de seu candidato como melhor em tudo: debates, propaganda, desempenho, propostas, etc. Seria interessante cruzar essa pergunta com uma outra corriqueira nas pesquisas: aquela que pergunta qual a chance do eleitor de ainda mudar o seu voto. Mas sabem como é, parece que às vezes pedir da imprensa o óbvio é pedir demais…
Segundo: um dado mais desanimador para Serra do que o resultado geral do Datafolha que estampas as manchetes que nós lemos por aí, foi bem captado pela Renata Lo Prete na Folha, em frase reproduzida no blog do Noblat: “Dilma tem hoje intenção de voto espontânea (35%) maior do que a obtida por Serra na pergunta estimulada (29%)”. Aqui sim há um indício de problema grave na campanha do tucano.
Esse indicio somado ao terceiro ponto, que é o fato de que Serra aparece abaixo dos 30%, mostra que não havia um piso claro e pré-definido para o apoio a Serra, para a simpatia pelo PSDB ou para o anti-petismo. Assim como não havia um teto para o apoio a uma candidatura petista. Como expliquei aqui no blog tempos atrás, a idéia de que o PT teria historicamente, tanto no mínimo quanto no máximo 30 ou 33% dos votos nacionais, é apenas mais um mito, mais uma lenda urbana da política nacional.
Tags: Campanha eleitoral, comunicado, Datafolha, Dilma, Eleições, Eleições 2010, eventos, PT, Rapidinhas, Renata Lo Prete, seminário, Serra
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| 14 de Agosto de 2010, às 16:30:33 | Postado há 3 semanas atrás |
(post agendado, estou em trânsito! Por isso também a demora em responder comentários)
Uma novidade no blog: convidei um grande amigo, o Paulo Simas, para escrever um texto para publicar aqui, explicando uma questão legal que eu não conhecia direito: diferenças entre casamento, união civil e união estável. Paulo é um cara de primeira e, além disso, competente e inteligente como poucas pessoas que já conheci. O post com o texto dele chega amanhã. Espero que seja apenas a primeira contribuição dele. E também, espero que isso aos poucos abra espaço para publicar aqui um ou outro texto de vocês, leitores, no futuro.
Aguardem, que amanhã vamos começar com a primeira contribuição de alguém mais para o blog. Ao Paulo, meu sincero agradecimento pelo esforço de pesquisa, pelo tempo e dedicação. Uma honra!
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Ainda sobre as entrevistas ao Jornal Nacional, encontrei um texto muito interessante do Mauricio Stycer, em seu blog, analisando quanto as entrevistas serviram mais para avaliar o JN do que os candidatos. As opiniões dele, vocês podem concordar ou não com elas, mas são interessantes para ler e pensar. Vale a pena, aqui ó.
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Tags: Datafolha, Eleições, Eleições 2010, Fernando Rodrigues, JN, Jornal Nacional, Mauricio Stycer, novidade, Paulo Simas, Quem guarda os guardas?, Rapidinhas, Reinaldo Azevedo
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| 11 de Agosto de 2010, às 15:06:52 | Postado há 3 semanas e 3 dias atrás |
Antes de tudo, gostaria de fazer convite aos leitores que estiverem em São Paulo nos dias 25 e 26 de Agosto. Sou convidado em um seminário sobre o desempenho do “Congresso Nacional no contexto do presidencialismo de coalizão”. Haverá perguntas e comentários de acadêmicos, jornalistas e parlamentares (da oposição e da situação).
Eu apresentarei dois trabalhos. Um mostra que as nomeações ministeriais do Brasil entre 1945-64 e entre 1989-2008 seguiram rigorosamente a força dos partidos aliados na Câmara, no mesmo nível das democracias européias, em padrão considerado normalmente como o ideal lá fora mas criticado aqui dentro. Esse será comentado pela cientista política Fátima Anastasia, irmã do governador de Minas e atual candidato à reeleição, Antonio Anastasia (PSDB). No outro, um colega e eu mostramos que as emendas parlamentares ao orçamento não causam efeito sobre como os deputados votam na Câmara, ao contrário do que a imprensa costuma pressupor. Esse será comentado pelo deputado José Genoíno, ex-presidente do PT. O seminário será organizado pela editora alemã Konrad-Adenauer, pelo Núcleo de Políticas Públicas e pelo Instituto de Estudos Avançados da USP (onde será realizado).
É um evento preparatório: em outubro reapresentaremos esse seminário no Congresso, em Brasília, em uma discussão com deputados e senadores. Estarei também em Minas (BH e Caxambu) e no Rio nos próximos meses. Mais pra frente aviso pra quem quiser ir assistir e trocar uma idéia, já que estarei nos estados de alguns de vocês. ![]()
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Em segundo lugar, gostaria de informar a quem tem me perguntado que, sobre as entrevistas de Dilma, Marina e Serra ao Jornal Nacional, estava esperando ver as 3 para analisar. E a última é hoje. Então, amanhã haverá um post. ![]()
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No post anterior eu citava o Erich Beting argumentando que a audiência dos debates segue apenas a audiência normal da emissora naquela faixa de horário: ficou em média de 5,5 pontos no Ibope tal como a TV Bandeirantes costuma mesmo ter. Ou seja, é um programa como qualquer outro, não mostra maior ou menor interesse dos eleitores. Vamos ver se isso continua assim com os outros debates. Mas só a título de curiosidade, o padrão se repetiu com as entrevistas no JN nos últimos dois dias: audiência seguiu o padrão da Globo no horário, como mostra Lauro Jardim sobre a entrevista com Dilma e com Marina. Tudo bem que duram só 12 minutos e isso torna impossível comparar com os debates. Mas de todo modo, vale a curiosidade.
Tags: audiência, Band, convite, Debate, Debates eleitorais, Dilma, entrevista, Ibope, IEA, JN, Jornal Nacional, Marina Silva, NUPPS, primeiro debate, Rapidinhas, seminário, Serra
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| 6 de Agosto de 2010, às 1:45:15 | Postado há 1 mês atrás |
Bem, não pude ver o debate com a exclusividade e a atenção que gostaria, e por isso não pude comentá-lo ao vivo no blog - o que era minha intenção original. Mas desde já, anuncio que pretendo fazer isso nos próximos debates e também nos dias de apuração das urnas: comentários ao vivo aqui! Que tal?
Dito isso, vamos a rápidas impressões sobre o debate desta quinta.
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Tags: 1º debate, Band, Debate, Debates eleitorais, Dilma, Eleições, Eleições 2010, Marina Silva, Plínio de Arruda Sampaio, primeiro debate, Rapidinhas, Serra, TV
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| 30 de Julho de 2010, às 17:44:39 | Postado há 1 mês atrás |
Antes que saiam os resultados do Ibope para as eleições presidenciais (previstos para hoje), vale acrescentar duas rapidinhas sobre as pesquisas Datafolha e Sensus que andei vendo hoje.
Primeiro, para os que gostam das teorias conspiratórias contra os institutos, é bom ver o Lauro Jardim, no seu blog na Veja, dando breve nota sobre o fato de que o Vox Populi (acusado de ser dilmista) faz pesquisa para os tucanos também: “Apesar de o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, desqualificar o Vox Populi, vários de seus carreligionários não o seguem. Na terça-feira, o diretório do PSDB no Tocantins registrou na Justiça Eleitoral um pesquisa estadual encomendada ao instituto. Há meses, o diretório mineiro também faz o mesmo”.
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Segundo, dentro das diferenças metodológicas entre esses institutos, que andei explicando esses dias, certamente não se inclui como relevante o ponto toscamente levantado pelo Reinaldo Azevedo também no seu blog na Veja. Não quero nem entrar na bobagem que ele levanta de o Vox Populi ter menos credibilidade que o Datafolha por fazer pesquisa também para partidos. Primeiro, porque isso é comum no mundo todo. Segundo, porque o Vox Populi, como acabo de mencionar acima, também faz pesquisa para o PSDB. Terceiro, porque o Datafolha faz pesquisa para grupos ligados e simpatizantes de PSDB também. Isso é bobagem, jogo, torcida. Então, deixado o frufru, vamos ao que interessa! ![]()
O que me interessa realmente é corrigir uma tolice que não é só mencionada por Azevedo não, mas por muita gente que devia informar você, leitor, e não perpetuar mitos. Trata-se da idéia de que quanto mais gente entrevistada, mais confiável uma pesquisa seria. Qualquer comentarista sério sjá se informou e sabe que, a partir de determinado patamar, o número de entrevistados não importa. Isso mesmo: ao contrário do que imaginamos, não faz diferença uma pesquisa entrevistar 20 mil ou 2 mil pessoas. Seu grau de acerto e de erro é igual! Vários estudos já foram feitos no mundo todo demonstrando isso a mais de meio século e pretendo explicar isso melhor, em breve, aqui no blog. O que importa é se os entrevistados são divididos obedecendo o mesmo percentual de tipos sociais do país: homens e mulheres, negros e brancos, pobres e ricos, pouco e muito educados, que vivem em cada estado, etc. Acreditem: ainda que difícil de visualizar ou entender que o número maior de entrevistados não afeta nada, isso é de conhecimento banal a qualquer pessoa envolvida com pesquisa ou estatística. E tem explicação matemática simples. Então, é grave comentarista não saber disso. Daí, há muitas diferenças metodológicas entre Vox Populi e Datafolha, que fazem um e outro melhor ou pior dependendo do que se considera, como venho apontando. Mas citar o número de entrevistados, sinceramente, é dose viu.
Continue passando por aqui que você logo encontrará a explicação para esse fato inusitado: de que mais gente entrevistada não muda nada. Será um prazer explicar. ![]()
Tags: amostra, Institutos de Pesquisa, Lauro Jardim, Metodologia, Pesquisa eleitoral, PSDB, Quem guarda os guardas?, Rapidinhas, Reinal Azevedo, Vox Populi
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| 27 de Julho de 2010, às 23:40:03 | Postado há 1 mês e 1 semana atrás |
Passagem rápida em casa requer uma rapidinha aqui no blog. ![]()
É que eu li antes de ontem na Folha um artiguinho do Elio Gaspari em que ele também acha que os rompantes de Índio da Costa, vice na chapa de Serra, são propositais. Não têm nada de deslize. Esse era meu argumento alguns posts atrás e nesse texto, antes de ontem, Gaspari disse o seguinte (que acho boa interpretação):
“José Serra começou sua campanha dizendo que ‘não aceito o raciocínio do nós contra eles’, e em apenas dois meses viu-se lançado pelo seu colega de chapa numa discussão em torno das ligações do PT com as Farc e o narcotráfico. Caso típico de rabo que abanou o cachorro.
O destempero de Indio da Costa tem método. Se Tupã ajudar Serra a vencer a eleição, o DEM volta ao poder. Se prejudicar, ajudando Dilma Rousseff, o PSDB sairá da campanha com a identidade estilhaçada. Já o DEM, que entrou na disputa com o cocar do seu mensalão, sairá brandindo o tacape do conservadorismo feroz que renasceu em diversos países, sobretudo nos Estados Unidos”.
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Ainda nessa linha de assunto, percebam como sutilmente os analistas vão deixando de endossar a versão de que Índio da Costa fez bobagem. Hoje no fim da tarde a Lúcia Hippólito deu o seguinte comentário (em áudio) para a rádio CBN: “Ataques do PSDB fazem parte do jogo eleitoral“. Isso após ter dito no dia 19 (também apenas em áudio): “Vice de Serra pegou pesado ao ligar PT ao narcotráfico” e principalmente, no dia 20, “Nossos problemas são enormes para termos uma campanha com clima de futrica“. Ouçam os três comentários. E aí, como é que fica? Sempre defendi que isso tudo faz parte da campanha. Mas precisou a campanha tucana achar isso oficialmente para alguns analistas passarem a achar também. Lamentável.
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Aliás, sobre outro assunto, reparem também o seguinte comentário (áudio, outra vez) feito por Hippólito: “Ausência de Serra e Dilma em debate pegou mal“. Independentemente de vocês, leitores, concordarem ou não com ela, ouçam o que ela diz para verificar um clássico exemplar de análise em que o analista confunde o que ele pensa com o que os eleitores pensam. É Lúcia quem acha que pegou mal Dilma e Serra abandonarem o debate online. Ninguém sabe se os eleitores ou mesmo os internautas acharam. Ou se a “opinião pública”, como ela diz (que é, diga-se, um termo curinga muito usado que sempre significa “quem pensa como eu”). Aliás, mesmo achar que o grande público ficou sabendo, é muito otimismo né não? Caso típico: o analista acha que os eleitores pensam algo que no máximo, quem pensa são os analistas.
Tags: CBN, Debate, debate online, Debates eleitorais, declarações, Elio Gaspari, FARC, Índio da Costa, Lúcia Hippólito, Narcotráfico, PT, Rapidinhas, Vice, Vice-presidente
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| 22 de Julho de 2010, às 16:40:41 | Postado há 1 mês e 2 semanas atrás |
Antes de publicar o novo texto, aqui vão duas rapidinhas, pra testar um modelo que pretendo começar a usar de vez em quando no blog para indicar um ou outro texto ou fazer comentários breves. ![]()
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, aumentou ontem a taxa de juros oficial do país, chamada taxa Selic, de 10,5% ao ano para 10,75% ao ano. Tempos atrás escrevi aqui um post explicando como se usa os juros para combater a inflação e quais as polêmicas em torno dessa política. Para quem não passava por aqui ainda, acho que vale a pena a leitura. Ajudará a entender duas críticas importantes feitas hoje a esse aumento de juros e que eu gostaria de passar aqui pra recomendar a vocês: a crítica de Luis Nassif à política econômica de Lula e a crítica de José Paulo Kupfer às decisões do Banco Central.
Kupfer sugere que o BC brasileiro avaliou mal a necessidade de combate à inflação. Teria super-dimensionado a inflação dos últimos meses e a prevista, e acabou errando a mão nos juros, aumentando-os desnecessariamente. Já Nassif, embora comente rapidamente sobre isso também, centra atenção nas conseqüências desse erro sobre a taxa de câmbio do país. Ou seja, quanto e porque os juros oficiais altos levam à queda na cotação do dólar e como isso destrói as exportações e incentiva as importações. E quem leu meu post, vai entender o que o comentarista citado por Nassif quer dizer com “a redução do crescimento não é uma consequência indesejada da política econômica atual, e sim, o seu objetivo” (a despeito de se você, leitor, apóia ou condena essa idéia).
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A Fundação Getúlio Vargas divulgou um estudo técnico muito interessante sobre a queda na desigualdade no Brasil neste começo de século. O trabalho tenta identificar qual o peso dos programas de transferências de renda, das aposentadorias e dos salários na queda da desigualdade, avalia quanto custa mexer em cada um desses fatores e, por fim, mostra esses dados por região, por estado, por capital. Embora técnico, o estudo não é difícil de ler, pelo contrário. Aos desocupados interessados, está aqui.
É vinculado a esse estudo o famoso gráfico que rodou a blogosfera, mostrando a queda na porcentagem de pobreza no país:
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Tags: Banco Central, Copom, desigualdade, estudo, FGV, Gini, Inflação, Juros, Política Econômica, Rapidinhas, renda, reunião, Selic
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